Novas perdas poderão ser contabilizadas na produção agrícola cearense

Agronegócio

Novas perdas poderão ser contabilizadas na produção agrícola cearense

Os prejuízos acumulados com as perdas nas lavouras do feijão e do milho pesam fortemente sobre a safra total do CE
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Os prejuízos acumulados com as perdas nas lavouras do feijão e do milho pesam fortemente sobre a safra total do CE, já que estes dois grãos representam, em conjunto, uma participação que varia entre 65% e 70% da produção agrícola cearense. Entretanto, outras lavouras também contribuíram para os resultados negativos, como arroz, algodão, sorgo e fava, que registraram perdas no cultivo, nos seis primeiros meses do ano, responsáveis por um prejuízo de R$ 4,85 milhões, R$ 1,50 milhão, R$ 688 mil e R$ 258 mil, respectivamente.

Mas nem todos os itens da agricultura no Ceará tiveram um mal desempenho, como é o caso da mamona, do girassol e do amendoim. Eles contabilizaram resultados positivos, chegando a registrar ganhos de R$ 967 mil, R$ 733 mil e R$ 156 mil, nessa ordem. De acordo com o representante da Universidade Federal do Ceará (UFC) no Grupo de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias (GCEA), Demartone Coelho, nos próximos meses, à medida que o GCEA for reavaliando o rendimento da produção, novas perdas poderão vir a ser contabilizadas. Dessa forma, ao passo que o VBP cai, os preços de alguns gêneros disparam, como é o caso do feijão. O que, por outro lado, não deverá acontecer com o milho, dado que o Estado acaba importando o produto para suprir a demanda interna. ´Além disso, os preços do milho em estados como Tocantins e Paraná, mesmo com o frete, são semelhantes ao valor cobrado no Ceará´, fala.

Estimativa de junho

A safra de grãos no Ceará, em 2009, foi projetada inicialmente em 1.367.089 toneladas, sendo 21% superior à do ano de 2008. Entretanto, em junho deste ano, a produção estimada caiu para 998.767 toneladas, o que representa uma perda física de 11,60% no comparativo com 2008 e de 26,94% no que diz respeito a previsão inicial, realizada em janeiro deste ano.

OPINIÃO DO ESPECIALISTA
WALMIR SEVERO *

Água gera oportunidades para pecuária

As perdas na produção agrícola no Estado não têm outro motivo, são mesmo as chuvas. O feijão e o milho, as principais culturas, registraram quebra aproximada de 42% e 30%, respectivamente. Esse quadro não dá mais para ser revertido, embora os agricultores que moram próximo às vazantes estão replantando para conseguir recuperar parte dos prejuízos. No entanto, é importante esclarecer que as perdas de produção não trazem impacto econômico na mesma proporção — quer dizer, não acontecem no mesmo percentual. Além disso, a água é muito preciosa para o nosso Estado, pois seu excesso gera oportunidades para agropecuária, pois significa muita forragem, muita pastagem para os bovinos, caprinos e suínos.


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