Novas tecnologias detalham plantas OGMs

MODERNIZAÇÃO

Novas tecnologias detalham plantas OGMs

"Este foi realmente um ponto de partida para mostrar que é possível usar as mais recentes tecnologias de mapeamento"
Por: -Leonardo Gottems
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Pesquisadores do Instituto Salk, nos Estados Unidos, mapearam os genomas e epigenomas de linhas de plantas geneticamente modificadas com uma maior resolução para revelar exatamente o que acontece em um nível molecular quando um pedaço de DNA estranho é inserido. As descobertas foram publicadas na revista PLOS Genetics e detalham os métodos usados para modificar as plantas e oferecem novas maneiras de minimizar com mais eficiência os potenciais efeitos fora do alvo. 

De acordo com o pesquisador do Instituto Médico Howard Hughes Joseph Ecker, que também é professor do Stalk, as tecnologias de sequenciamento de DNA começaram a sugerir quando descobriram que a Agrobacterium T-DNA, que era usada para inserir novos genes em uma planta, pode causar mudanças adicionais nas propriedades estruturais e químicas do DNA nativo. 

"Este foi realmente um ponto de partida para mostrar que é possível usar as mais recentes tecnologias de mapeamento e sequenciamento para analisar o impacto da inserção de genes no genoma da planta. As empresas de biotecnologia gastam muito tempo e esforço para caracterizar as plantas transgênicas e desconsiderar os candidatos com mudanças indesejadas sem entender - a partir de uma perspectiva biológica básica - por que essas mudanças podem ter ocorrido”, comenta ele. 

O mapeamento óptico revelou que as plantas tinham entre uma e sete inserções distintas ou rearranjos em seus genomas, variando em tamanho quase dez vezes. As próprias inserções de genes mostraram uma variedade de padrões, com o fragmento de DNA inserido às vezes embaralhado, invertido ou mesmo silenciado. 

"Este estudo não foi possível até um ano atrás. O sequenciamento de nanoporos, que alguns chamam de 'santo graal' do sequenciamento de DNA, revolucionou a leitura até mesmo das regiões mais complexas do genoma que eram completamente inacessíveis e desconhecidas até agora”, conclui.


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