Novidades no setor de fertilizantes

Agronegócio

Novidades no setor de fertilizantes

"O assunto relacionado a fertilizantes tem rendido muita discussão e preocupações", diz Ivan Ramos
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O assunto relacionado a fertilizantes tem rendido muita discussão e preocupações de algum tempo para cá. Foi só acontecer o reboliço no mercado, como ocorreu no segundo semestre do ano passado, para que surgissem inúmeras propostas alternativas para solucionar o abastecimento e os custos do produto, especialmente no Brasil, porem, sem solução estratégica viável. É bem verdade que as bruscas alterações de preços das matérias primas internacionais foram as causadoras de importantes transtornos, não apenas para as misturadoras, mas também para distribuidores e consumidores finais, haja vista que depois de subirem exageradamente os preços, também caíram aceleradamente o que deixou em maus lençóis aqueles que possuíam estoques relativamente expressivos.
 
Muita gente se deu mal e está amargando prejuízos, inclusive com quebra de empresas. O governo brasileiro acordou-se e tenta buscar alternativas para nos deixar menos dependentes das importações, cujas mat érias primas, na sua maioria, são oligopolizadas, ou seja, controladas por poucos produtores. O ministro da Agricultura prometeu até confiscar as jazidas existentes no Brasil, concedidas a multinacionais e que não estão sendo exploradas, pois é mais fácil e econômico importar pronta do que investir e começar do zero na produção interna, especialmente porque as principais empresas que atuam no Brasil são proprietárias de minas no exterior e que já então produzindo, auferindo lucros também lá fora. O setor coloca dúvidas de que seja viável explorar jazidas de matéria prima para fertilizantes aqui no Brasil, devido a problemas logísticos e falta de tecnologia de produção. Se alguém tem condição de fazer isso são as multinacionais que dominam o mercado, porém, nota-se pouco interesse para tal. A alternativa é o governo entrar nessa atividade. Especula-se que o Governo Federal vem com outra novidade: pretende formar uma empresa estatal associada com produtores russos, uma binacio nal, para explorar fertilizantes no Brasil. Talvez essa seja a saída mais próxima da realidade, e espera-se que não fique mais uma vez uma bolha de ensaio, somente porque mercado do produto está tumultuado e governo quer mostrar alguma ação nesse sentido.
 
Esperamos sinceramente que haja uma solução para o setor de fertilizantes, procurando nos independer um pouco mais do controle dos grandes grupos multinacionais, pois caso contrário, o custo das lavouras continua sendo determinado pelos produtores de insumos, que acabam definindo o lucro que o agricultor deve ter na sua atividade, ficando sempre nas mãos dos poderosos. Enquanto isso não acontece, compete às cooperativas regular preços para evitar que o agricultor seja explorado. A Fecoagro com sua Unidade de fertilizantes instalada em São Francisco do Sul está fazendo a sua parte. Pense nisso!

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