Novo sistema de leilões de biodiesel: mais qualidade e redução de custos de logística
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Agronegócio

Novo sistema de leilões de biodiesel: mais qualidade e redução de custos de logística

Os leilões, agora, não são mais decididos somente pelo preço, mas também pela qualidade
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Após seis anos de consolidação do processo de comercialização de biodiesel, o sistema de leilões públicos, que rege a compra e venda do produto, apresenta inovações. Os leilões, agora, não são mais decididos somente pelo preço, mas também pela qualidade. E as compras passaram a ser realizadas de forma direta, sem a intermediação da Petrobras, com redução do custo de logística. Até o 25º leilão, as usinas produtoras de biodiesel vendiam sua
produção diretamente para a Petrobras, a qual, posteriormente, revendia o produto às distribuidoras de combustíveis. A partir de julho de 2012, mês inicial das entregas de biodiesel comercializado no 26º leilão, ocorrido em junho, a relação entre usinas e distribuidoras tornou-se muito mais próxima, uma vez que a compra começou a ser feita de forma direta. Agora, as próprias distribuidoras escolhem de quais usinas desejam comprar o biodiesel a ser misturado no diesel mineral. Dessa forma, é possível reduzir custos logísticos e obter a qualidade desejada do produto.

Em relação a esse aspecto, a novidade é que o sistema de leilões obriga, agora, as usinas de biodiesel a informar o CFPP (Cold-filter Plugging Point) de seu produto. Esse é um indicador de temperaturas mínimas, a partir das quais o biodiesel perde sua fluidez, gerando, com isso, entupimentos nos motores dos veículos movidos a diesel. Dependendo da região do País onde a distribuidora se encontra, ela mesma poderá escolher o biodiesel que melhor satisfaça suas necessidades. A vantagem é que o consumidor final passa a receber um diesel B de melhor qualidade.

O sistema de leilões incentiva, também, a participação massiva da agricultura familiar no programa de biodiesel. Isto porque, na atual configuração, pelo menos 80% do volume comercializado acaba sendo negociado na fase de que participam somente as empresas detentoras do Selo Combustível Social, emitido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Após essa rodada de negociações, todas as empresas concorrentes são autorizadas a rever seus preços de venda para que sejam disponibilizados às distribuidoras em uma nova etapa do leilão. O resultado traduz-se em benefício ao consumidor final: preços mais baixos estabelecidos entre compradores e vendedores.

Garantia de suprimento – Nos dois últimos leilões, constatou-se que o setor é um ofertante líquido de biodiesel. No 26º e 27º leilões, houve uma sobra de oferta de 21% em relação à quantidade demandada para o período. Mesmo quando se pôde observar um desequilíbrio entre oferta e demanda do óleo de soja (matéria-prima responsável por 80% da produção de biodiesel) e dificuldades enfrentadas na importação de metanol (outro insumo fundamental na produção), em virtude de recentes greves de servidores federais, o setor foi capaz de manter níveis de oferta suficientes para suprir a demanda obrigatória em território nacional.

Safra recorde de soja e maior oferta de biodiesel - Em 2013, estima-se que o Brasil produzirá cerca de 81,3 milhões de toneladas de soja, volume que contribuirá para uma oferta significativamente superior de óleo de soja e, consequentemente, maior disponibilidade para biodiesel.

As fornecedoras desse biocombustível são plenamente capazes de abastecer o mercado brasileiro com volumes cada vez mais expressivos, o que possibilita aumentar a participação na mistura com o diesel mineral dos atuais 5% para 6%, 7% ou 8%.

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