Núcleos de Inovação Tecnológica impulsionam parceria com setor privado para pesquisas da Apta em 2016

Agronegócio

Núcleos de Inovação Tecnológica impulsionam parceria com setor privado para pesquisas da Apta em 2016

Apta também modernizou seu planejamento institucional, por meio do Programa Plurianual (PPA 2016-2019)
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Apta também modernizou seu planejamento institucional, por meio do Programa Plurianual (PPA 2016-2019)

Melhorar a estrutura dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), para valorar as tecnologias e inovações desenvolvidas pelos institutos de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), estruturar a forma de planejamento das pesquisas institucionais e desenvolver projetos com abordagem setorial e territorial. Esse foi o balanço do ano de 2016, considerado positivo por Orlando Melo de Castro, coordenador da Agência.

De acordo com Castro, mesmo com as dificuldades impostas pela crise econômica que vive o País, a Apta conseguiu estruturar os NITs do Instituto Agronômico (IAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Pesca (IP), Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e Instituto de Zootecnia (IZ), além da própria Agência. “Com a implantação dos Núcleos e a nova legislação vigente, esperamos aumentar para 25% sua captação de recursos junto à iniciativa privada, até 2018”, disse o coordenador. Atualmente, 17% do orçamento é composto por esse tipo de recurso.

“Temos um arcabouço legal que nos permite inovar por meio de parcerias. Este processo começou ainda este ano, com a sanção do Novo Marco Legal de Ciência e Tecnologia, uma legislação federal, e a Resolução nº 12 da SAA, que aprova a política de propriedade intelectual das instituições científicas e tecnológicas paulistas”, complementou Castro.

Para ele, essa mudança na legislação proporciona novas oportunidades e segurança jurídica para as parcerias entre as instituições de pesquisa pública e a iniciativa privada. “Em 2016, realizamos a composição e a formação do quadro responsável, mediante participação em eventos dos NITs de outras instituições estaduais, discussão da legislação vigente, redação do regimento interno e interação com as fundações de pesquisa”, disse o coordenador da Apta.

Para o Arnaldo Jardim, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o estabelecimento desses critérios é um salto no fomento ao agronegócio, pois normatiza os instrumentos jurídicos que facilitam as relações entre os institutos e a sociedade, assim como é praticado nos países que mais inovam no mundo, como Estados Unidos, Coréia do Norte e Japão. “A inovação tecnológica é fundamental para o desenvolvimento e independência econômica de um País. A interação entre as instituições de pesquisa e a iniciativa privada precisa de normas claras e fáceis para que os novos produtos e processos sejam adotados pelo setor produtivo. Uma das diretrizes do governador Geraldo Alckmin é justamente aproximarmos a pesquisa do setor de produção”, afirmou.

Captação de recursos

Castro explicou que a Apta vem se abrindo nos últimos anos para trabalhos em conjunto com outras instituições públicas e com a iniciativa privada. “Mesmo em um momento de crise, como esse vivido pelo Brasil, temos conseguido aumentar nossa captação de recursos. Isso é reflexo do nosso trabalho dos últimos anos e do crescimento do agronegócio em 2016”, afirmou.

O IB, por exemplo, conseguiu triplicar sua captação de recursos via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Em 2016, foram arrecadados R$ 1.889.382,60 e em 2015, R$ 611.657,00. O IB também aumentou em 10% sua captação de recursos pela iniciativa privada e em 37% por meio do Fundo Especial de Despesas (FED). “Esses valores ainda não estão consolidados, então provavelmente, serão ainda maiores ao final do balanço”, comemorou Castro. 

O IAC conseguiu também aumentar em 49% o recurso captado por meio do FED, comparando janeiro a setembro de 2016, em que foram captados R$ 5.466.518,03, com todo o ano de 2015, em que foram captados R$ 3.670.656,00. O recurso captado em projetos na Fapesp deu um salto de 66% no IAC. Em 2015, foram captados R$ 3.724.541,00, e de janeiro a setembro de 2016, R$ 6.185.800,03. Segundo Castro, o IZ também aumentou sua captação de recursos via Fapesp.

Valoração das tecnologias e inovação

Na avaliação de Castro, a valoração de 48 tecnologias e inovações desenvolvidas pelos institutos de pesquisa ligados à Agência no biênio 2014/2015 foi outro destaque neste ano. O levantamento apresentado no Balanço Social da Apta mostrou que a cada R$ 1,00 investido na Agência no período, houve retorno de R$ 11,40 para a sociedade. Para a valoração, foram utilizados critérios econômicos, sociais e ambientais. “Esse exercício é importante para definição das áreas estratégicas para a instituição”, avaliou.

Esta é a segunda edição do balanço social da Agência. A primeira foi desenvolvida em 2014, com a valoração de 41 tecnologias desenvolvidas no período de 2010 a 2013. “A ideia é fazermos esse balanço a cada dois anos. Com essa ferramenta, conseguimos prestar contas à sociedade, governo e parceiros sobre o dinheiro investido nas nossas pesquisas e a importância desses trabalhos para o desenvolvimento do Estado de São Paulo e do País”, disse.

Planejamento institucional

A Apta também modernizou seu planejamento institucional, por meio do Programa Plurianual (PPA 2016-2019), que envolveu o planejamento de projetos, as principais ações e os indicadores da própria Agência e da Secretaria de Agricultura. “A elaboração do PPA envolveu discussões internas e externas à Apta, no relacionamento com outras coordenadorias da Secretaria de Agricultura”, disse Castro.

A Agência também trabalhou na definição de estratégias para atuação institucional com o objetivo de integrar suas unidades de pesquisa e proporcionar maior inserção na sociedade.

As ações têm uma abordagem setorial, para atender as demandas dos agentes do segmento produtivo e incentivar parcerias com o setor privado, e territorial, para atender as demandas da cadeia de produção regionalizadas, dando ênfase nos desafios dos produtos regional e aos pequenos e médios produtores.

Um exemplo são os trabalhos iniciados em 2016 com a cadeia produtiva da banana, na região do Vale do Ribeira. A expectativa é continuar os trabalhos em 2017 e ampliar para produtos como palmito pupunha e leite de búfala, também no Vale do Ribeira, além de fruticultura no Circuito das Frutas e arrozes especiais no Vale do Paraíba.


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