O agro brasileiro pode dobrar de tamanho?
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Imagem: Divulgação
FIM DE SEMANA

O agro brasileiro pode dobrar de tamanho?

Cenário otimista com demanda internacional
Por: -Aline Merladete

Décio Gazzoni, também membro do Conselho Científico do Agro Sustentável (CCAS), foi chefe de unidades da Embrapa, assessor especial da presidência da República, professor da Unesp, é pesquisador da Embrapa, colocou a mão na massa e iniciou uma visão sobre como podemos dobrar o agro de tamanho.

José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), explica no artigo Veja 13 fatores necessários para dobrar o agro brasileiro de tamanho, que as conclusões iniciais de Décio, apontam para uma população mundial que vai crescer mais 25% sobre a atual até 2050, uma taxa média potencial de crescimento do PIB do mundo na faixa de 3,3% ao ano. Da mesma forma, teremos no planeta uma luta antidesigualdade crescendo a segurança alimentar, e o Brasil, somente para atender as demandas, precisa crescer mais 40% sobre o que produz hoje até 2028, conforme dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Dessa forma, o professor Décio revela: 1) não fazendo nada e atrapalhando, chegaremos ao dobro do agro brasileiro em 2044; 2) em um cenário pessimista, mas com algum esforço, dobraremos em 2035; 3) com boas probabilidades, realizando governança, podemos dobrar até 2030; 4) cenário otimista com demanda internacional, diversificação de produtos brasileiros e boa administração, dobraremos até 2028.

Gazzoni nos inspira para a realização do planejamento estratégico do agronegócio nacional, desde o “a” do abacate ou “a” das abelhas até o “z” do zebu. E se incluirmos um plano agroindustrial, sem dúvida, criaremos circunstâncias em que dobrar o agro de tamanho, com seu impacto direto em pelo menos 50% de todo PIB do país, passará a ser a única saída para o crescimento digno da nação, não apenas adaptação e acomodação, mas sim superação.

Vale ver toda a magna aula proferida pelo prof. Décio sobre essa matéria incluindo os 13 fatores determinantes: cenários; demanda firme; preços e câmbio favoráveis; oferta sólida; competitividade; atender clientes; tecnologia adequada; sustentabilidade; cortar custos Brasil; criar valor; diversificar; agressividade comercial; marketing e vendas. Aí estão 13, mas com uma ressalva: “dos 13 fatores, dez só dependem de nós, os últimos dez de cima para baixo na lista”. Prof. Dr. Décio Gazzoni, que inspire a todos nós e as nossas lideranças e governo urgentemente.


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