O panorama da batata no Paraná

Agronegócio

O panorama da batata no Paraná

Produção brasileira em 2015 atingiu 3,66 milhões de toneladas
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Produção brasileira em 2015 atingiu 3,66 milhões de toneladas

Frita, assada, conservada, in natura, congelada, farinha ou fécula. O enorme leque na forma de consumo coloca a batata como um dos produtos do agronegócio mais requisitados pelas indústrias e consumidores. Por conta do multiuso, o tubérculo, cultivado na maioria dos países, é o quarto alimento mais consumido no mundo, atrás do leite e derivados, trigo e arroz. Em nações em desenvolvimento, principalmente as asiáticos, a produção tem aumentando.

Por aqui, a produção brasileira em 2015 atingiu 3,66 milhões de toneladas, sendo que 88% saíram dos campos das regiões Sudeste (1,88 mi/t) e Sul (1,35 mi/t), de acordo com dados do trabalho “Panorama de mercado das principais atividades da agropecuária paranaense”, desenvolvido por técnicos do Sistema FAEP/ SENAR-PR. Minas Gerais ocupa o posto de maior produtor nacional, com 1,21 milhão de toneladas, seguido pelo Paraná (826,9 mil t), São Paulo (656,4 mil t) e Rio Grande do Sul (399,5 mil t).

Diante deste cenário de alta demanda por parte do mercado consumidor, a batata é produzida praticamente o ano inteiro nos campos do Paraná. Dependendo da região, a cultura tem o plantio da primeira safra entre agosto e novembro, com a colheita de novembro até abril. Já a segunda temporada começa com a semeadura em janeiro até julho e colheita entre março e setembro.

Os produtores paranaenses plantam o tubérculo de formas específicas para atender mercados distintos. A batata in natura, também conhecida como de mesa, tem variedade, tratamento fitossanitário e adubação diferentes da produzida para a indústria.

“Geralmente os produtores se especializam em batata de mesa ou para a indústria. O produto destinado ao consumidor final leva em consideração o formato e a beleza de pele. Já para o processamento precisa ter teor de sólido e massa seca dentro dos parâmetros estabelecidos para a fritura”, explica o engenheiro-agrônomo Eduardo Yamamoto, consultor em batata há 16 anos e produtor há cinco.

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