O trigo pode “salvar” o planeta

Imagem: Marcel Oliveira

MEIO AMBIENTE

O trigo pode “salvar” o planeta

“Mudar as práticas de produção de trigo oferece potencial para reduções significativas de gases de efeito estufa"
Por: -Leonardo Gottems
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Por muitos anos, os ativistas climáticos têm defendido a ingestão reduzida de carne e uma mudança para uma dieta mais centrada nas plantas, como um passo para retardar o crescimento ou mesmo reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE). O que é menos compreendido é que nenhuma fonte alimentar, vegetal ou animal, é a melhor candidata para reduzir as emissões de GEE do que o trigo. 

Um estudo realizado pelo Programa de Comunicação de Mudanças Climáticas de Yale, nos Estados Unidos, mostrou que 59% do público em 2018 estava alarmado ou preocupado com o aquecimento global, ante 43% em 2013. A porcentagem de entrevistados que ficaram alarmados mais do que dobrou, enquanto aqueles duvidosos ou desdenhosos caíram de 28% para 18%. 

Nesse cenário, mais de 500 empresas globais se comprometeram a estabelecer metas climáticas guiadas pela ciência predominante, mesmo quando o governo Trump desencadeou a retirada dos EUA do Acordo Climático de Paris de 2015. As empresas de panificação dos EUA têm sido especialmente ativas nos esforços de sustentabilidade, com a indústria representando 45% de todas as fábricas que recebem a certificação Energy Star da Agência de Proteção Ambiental (EPA). 

“Mudar as práticas de produção de trigo oferece potencial para reduções significativas, mas marginais, das emissões globais de GEE. Reduções muito maiores podem ser alcançadas alterando os padrões alimentares”, afirmou Josh Sosland, do world-grain.com 

“Sem um avanço significativo na eficiência da produção, a adesão ao caminho de 1,5º C (aquecimento global máximo até 2050) exigiria a redução da parcela do consumo global de proteína animal ruminante (principalmente carne de gado e cordeiro) pela metade, de cerca de 9% nas atuais projeções para cerca de 4% a 5% até 2050 ”, diz o relatório. 


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