Oferta interna de carne de frango pode ter sido negativa no 1º semestre

Agronegócio

Oferta interna de carne de frango pode ter sido negativa no 1º semestre

Produto no primeiro semestre de 2016 pode ter registrado expansão real negativa.
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Os números da APINCO relativos à produção aparente de carne de frango (pois partem da produção de pintos de corte e levam em conta parâmetros fixos de produtividade que não ocorrem no dia-a-dia do campo) sugerem que a oferta interna do produto no primeiro semestre de 2016 pode ter registrado expansão real negativa, porquanto ficou abaixo do crescimento vegetativo estimado para a população brasileira pelo IBGE.

Partindo da produção anterior de pintos de corte e estimando (1º) viabilidade de 96% dos pintos alojados, (2º) abate aos 45 dias de idade e (3º) peso médio, abatido, de 2,350 kg para o mercado interno e de 1,350 kg para os frangos inteiros destinados à exportação (aí inclusos os “grillers”), a APINCO aponta que o potencial de produção de carne de frango do primeiro semestre ficou próximo de 6,9 milhões de toneladas, aumentando cerca de 4,5% em relação ao mesmo semestre do ano passado.

Como nesse período foram exportadas (dados da SECEX/MDIC) pouco mais de 2,2 milhões de toneladas de carne de frango – aumento de 14% em relação ao primeiro semestre de 2015! – o saldo correspondente à disponibilidade interna aparente foi de, aproximadamente, 4,7 milhões de toneladas, volume que representa aumento de menos de meio por cento sobre idêntico período do ano anterior.

E uma vez que, pelas projeções do IBGE, a população brasileira vem aumentando em torno de 0,8% nos últimos 12 meses (de 204,4 milhões de habitantes em 31 de julho de 2015 para 206,2 milhões atualmente), a oferta interna de carne de frango teve, sob esse aspecto, evolução real negativa.

Aliás, além desse, há outro indicador que não pode ser ignorado: como o ano é bissexto, o semestre teve um dia de consumo a mais. E isso considerado, em vez de aumentar 0,41%, a oferta interna real ficou negativa em 0,11%. Quer dizer: se, ainda assim, o setor não foi adequadamente remunerado é porque a retração no consumo vem sendo maior que a imaginada.

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