Oficinas detalham criação e manejo de abelhas sem ferrão
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Imagem: Pixabay
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Oficinas detalham criação e manejo de abelhas sem ferrão

Apreciadores também vão aprender quais plantas e flores cultivarem para ajudar na alimentação e preservação das abelhas
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De conteúdos mais específicos e dedicados aos criadores até aqueles voltados a quem apenas tem um jardim e quer ajudar as abelhas. Haverá opção para todos os públicos, entre as oficinas do Primeiro Seminário de Meliponicultura da Região Noroeste, em Horizontina (RS), promovido pela Associação de Meliponicultores do Vale do Alto Taquari (Amevat) e que acontece entre 29 e 30 de abril.

Quem deseja iniciar a criação de abelhas sem ferrão pode participar da oficina que será ministrada por Mario Kerber, de Crissiumal. Ele vai explicar quais as características de uma colmeia e que não basta apenas colocar o enxame em uma caixinha. Também de Crissiumal, Jean Fontoura é quem assume o passo seguinte, ou seja, a colheita do mel. Entre os ensinamentos estão quais as caixas mais adequadas para quem deseja criar abelhas para colher o mel e quais as espécies que produzem mais.

Os produtores Dario Fritzen, de Três de Maio, e Flávio Dupont, de Santa Cruz do Sul, serão os responsáveis por ensinar a confecção de iscas para enxames e como colocá-las na natureza. Esta oficina será complementada pela de Eduardo Roth, de São José do Hortêncio. É ele quem dará todas as informações sobre a transferência de um enxame de abelhas Jataí para a colmeia.

Mas, se o interesse do produtor é pela abelha Mandaçaia, deve ficar atento para as orientações de Orlando Morchel e Jonathan Cizar, de Nova Petrópolis. Eles vão explicar como dividir o enxame desta espécie e a época do ano adequada para isso. O engenheiro agrônomo Paulo Conrad explica que a Mandaçaia é uma espécie praticamente extinta no Rio Grande do Sul. “Ela sobrevive por causa dos produtores que mantêm a criação em caixas, mas não é mais vista na natureza”, detalha.

Outra oficina que o profissional destaca como sendo de grande importância é a de identificação de plantas melipônicas. Segundo Conrad, qualquer pessoa que tenha um jardim pode ajudar as abelhas e, por isso, a oficina é aberta não só para produtores. “As abelhas possuem rotas de busca de alimento que podem ser distantes dois quilômetros da propriedade onde estão as colônias”, afirma, ao destacar a importância de serem cultivadas plantas que sejam do interesse das abelhas.”Algumas plantas, por mais que floresçam, não atraem abelhas, outras sim”, complementa. Ricardo Raizen, que vem de Santa Catarina para o Seminário, será o instrutor.

E por fim, a também catarinense Larissa Raízen ficará responsável por auxiliar produtores e futuros apicultores a agregarem mais renda em suas propriedades. Sua oficina será a de confecção de meliprodutos. Além do própolis, muito pode ser obtido com a melicultura, como a produção de cervejas de mel, kombuchas e vinagres.

O Primeiro Seminário Noroeste de Meliponicultura ocorrerá nos dias 29 e 30 de abril no CTG Carreteiros de Horizonte. Além da Amevat, o evento também é realizado pela Prefeitura Municipal e Câmara de Vereadores de Horizontina e Emater, e conta com o apoio de MaxBem, Agptea e Agronatur. As inscrições para o seminário podem ser feitas nos dias do evento.


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