Oito empresas são proibidas de enviar soja para portos chineses
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Agronegócio

Oito empresas são proibidas de enviar soja para portos chineses

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Com a recusa em receber mais uma carga brasileira, sobe para 239 mil toneladas o volume de soja rechaçada pelas autoridades chinesas. Oito empresas estão proibidas por Pequim de vender soja brasileira: Bianchini, Irmãos Trevisan, Noble Grain, Louis Dreyfus, Cargill Agrícola, ADM, Libero Trading e Cargill Internacional. As duas últimas empresas eram as responsáveis pela carga de 61 mil toneladas que zarpou do Porto de Santos (SP). Elas não operam no Porto de Paranaguá.

As estimativas iniciais da Anec indicavam embarques de 7 milhões de toneladas para a China em 2004, acima dos 6 milhões do ano passado. “Estávamos otimistas e achávamos que os embarques poderiam superar 7 milhões de toneladas”, afirmou. A Anec não fez uma nova estimativa.

Exames

O governo propôs aos exportadores a continuidade da realização de exames laboratoriais nos carregamentos quando houver a suspeita de mistura de grãos com sementes tratadas com fungicidas. Para evitar mistura nas etapas que antecedem o embarque das cargas, a idéia é retirar amostras quando os lotes já estiverem nos navios. Só depois dos resultados das análises o governo emitiria o certificado fitossanitário, documento que permite a exportação.

Os exportadores que não quiserem submeter as cargas ao exames laboratoriais não terão a certificação, mas poderão autorizar o transporte. Eles correm o risco, no entanto, de ter a carga recusada pelos países compradores. Essa foi a proposta mais recente apresentada pelo governo aos exportadores dentro do grupo de trabalho que estuda os termos da instrução normativa que trará regras mais rígidas para mistura com sementes e níveis de impurezas nos lotes de soja.

“A proposta atual do governo é impraticável. Os exames laboratoriais podem levar 15 dias para ficar prontos. Cada navio parado no porto custa US$ 45 mil por dia”, comentou o presidente da Anec. A proposta inicial do governo era estabelecer “tolerância zero”, mas os exportadores argumentam que é impossível não haver mistura, mesmo que em pequenas quantidades.

Análise visual

No grupo de trabalho, os exportadores insistem na análise visual dos carregamentos. Mendes reafirmou que nos Estados Unidos, por exemplo, a tolerância é de três grãos de semente tratadas para cada quilo de soja. ”Ou seja, os técnicos podem fazer uma análise rápida, visual, sem custos extras para os exportadores”, argumentou o presidente da Anec.


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