Opinião: 2011, o ano do algodão

Agronegócio

Opinião: 2011, o ano do algodão

A lavoura do algodão, há 15 anos passados, teve uma enorme projeção, no RN
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João Lyra Neto*

A lavoura do algodão, há 15 anos passados, teve uma enorme projeção, no Rio Grande do Norte. Com um crédito limitados nos bancos, funcionava uma política desestimulante. O pequeno e médio plantador de algodão não podia continuar sujeito às implicações da política adotada na região. O Governo Federal, através dos seus órgãos públicos precisava saber se o lavrador não tinha condições de sobrevivência, com a política conduzida, apenas nos interesses dos que monopolizavam o mercado. Com todos esses problemas existentes não se pode deixar de lutar sempre, afim de que os nossos agricultores que se cercam de notórias dificuldades, sejam atendidos. Entre outras coisas a maioria dos plantadores de algodão não tem condições, nos bancos, e necessita da ajuda dos órgãos oficiais para promover o desenvolvimento da cultura.

O que se nota, evidentemente, é a completa ajuda dos bancos no sul do país. E quem deve ser o responsável por isso é o ministro da agricultura. Fala a imprensa, que as perspectivas de investimento, no sul, são a partir de junho, quando a produção inicia o seu plantio e quando estiver encerrada. Por ai se vê a diferença de tratamento entre plantadores de algodão do sul e do nordeste. Alias o algodão plantado no Rio Grande do Norte, já alcançou fama, como já se falou, com uma excelente produção do moco fibra longa, comparado ao algodão do Egito. Isso teve a participação de técnicos identificados como problema. Os agrônomos Ursulino Veloso, técnico da IPEANE e João da Mata T. Neto, altamente estudiosos e conhecedores da política algodoeira, trabalharam para colocar o algodão em primeiro lugar, através da Estação Experimental de Cruzeta.

O pequeno e médio plantador do algodão do Rio G. do Norte, Paraíba e Pernambuco não podem continuar sujeitos às implicações de uma política que as empresas julgam adotar. O Governo Federal precisa saber que não temos condições de sobrevivência se a política for conduzida nos interesses apenas dos que monopolizam o seu comércio. Contra isso temos que lutar afim de que os nossos plantadores de algodão que cercam de notórias dificuldades sejam atendidos nos seus objetivos. O governador Aluizio Alves trabalhou com afinco pelo fortalecimento da nossa agricultura. Era um político que tinha visão dos problemas e como solucioná-los. Agora vem tentando os que lidam com a política algodoeira refazer essa situação. Nesse aspecto Tangará é o exemplo maior na cultura do algodão do Rio G. do Norte.
 
*João Lyra Neto - Jornalista
Artigo publicado na Tribuna do Norte
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