Opinião: O Mato Grosso que queremos
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Opinião: O Mato Grosso que queremos

Neste artigo gostaria de abordar a gestão pública municipal, tomando como exemplo um dos tantos municípios pioneiros nascidos no cerrado ou na Amazônia: Lucas do Rio Verde
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Neste artigo gostaria de abordar a gestão pública municipal, tomando como exemplo um dos tantos municípios pioneiros nascidos no cerrado ou na Amazônia: Lucas do Rio Verde

Por *Onofre Ribeiro
?Esta série de artigos pretende por Mato Grosso diante de si mesmo, diante do Centro-Oeste, do Brasil e do mundo. É um estado de muitas faces. Neste artigo gostaria de abordar a gestão pública municipal, tomando como exemplo um dos tantos municípios pioneiros nascidos no cerrado ou na Amazônia, iniciados na época pioneira dos anos 1970 até 1990: Lucas do Rio Verde.

A colonização começou com colonos pobres do Rio Grande do Sul em 1982, assentados pelo Incra, que sobreviveram ao choque da nova realidade de clima, solo e inexperiência. Contudo, hoje tem 52 mil habitantes, contra 19 mil em 2000, e espera alcançar 200 mil em 2025. Ostenta hoje o terceiro melhor Índice de Desenvolvimento Humano-IDH, em MT, o primeiro índice de valor adicionado, que é o resultado da produção de milho, soja, algodão, suínos, aves, pecuária e industrialização. O município produziu 28 milhões de toneladas de grãos na safra 2011/2012, sendo 766 toneladas de soja, 3,57% do total no estado.

A rodovia BR-163 é um dos fatores positivos do município que pode através dela acessar os portos fluviais de Miritituba e Santarém, no Pará, e o porto de Santana, no Amapá. Somando-se as ferrovias FICO vinda de Goiás para Rondônia, e a prevista que irá de Lucas até Santarém, transformarão o município em polo de Produção, de Logística e de Tecnologia, para apoiar o imenso crescimento econômico decorrente. Isso significa que Lucas do Rio Verde deverá ser um dos cinco municípios economicamente mais fortes de Mato Grosso. Falta ainda a conclusão da BR-242, paralela à ferrovia FICO, a instalação de um porto seco e uma planta industrial para produzir etanol de milho, dentro de um universo industrial crescente. Foi o primeiro município brasileiro a ter todas as suas 680 propriedades rurais ambientalmente regularizadas conforme o Código Florestal.

Aqui entra o papel da gestão municipal. O município tem o 3º. IDH, o 1º. Em gestão fiscal, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica-IDEB, que mede o desempenho escolar acima da média nacional, investimentos em educação e saúde acima dos exigidos pela Constituição Federal e sucessivas premiações pela merenda escolar. Uma das escolas municipais ficou entre as melhores classificadas no país no IDEB. A população escolar reflete o crescimento populacional: em 2004, eram 4.790 alunos e hoje são 8 mil, matriculados nas 15 unidades de ensino, com crescimento de 58,8%.

O planejamento urbano tem acompanhado o exagerado crescimento populacional com a abertura de novos bairros com asfalto e infraestrutura, numa visão de que o futuro de 200 mil habitantes em 2014, exigirá um rigoroso planejamento, sob pena de caos total, como aconteceu com cidades tradicionais como Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, por exemplo.

No mesmo nível de Lucas do Rio Verde, pelo menos 10 municípios de Mato Grosso seguem a tendência de crescimento econômico sustentável, com aumento populacional de gente qualificada, inovações tecnológicas, alta qualidade de vida, tendência de excelente educação e saúde, planejamento urbano, e aquele sonho que todo mundo tem em mente: viver bem, ter trabalho qualificado, ter qualidade de vida e orgulho de viver num município, e certeza de futuro. Mas isso não acontecerá se a gestão pública municipal não for comprometida e transparente com essa visão de futuro.

Pode-se dizer que municípios como Lucas do Rio Verde, puxam uma tendência inevitável em Mato Grosso, de desenvolvimento econômico, trazendo junto qualidade de vida e sinais de futuro à economia local e à economia do estado, refletindo sobre a economia do Brasil.

*Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

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