Organismos aquáticos detectam agroquímicos na água
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Imagem: Marcel Oliveira

ESTUDO

Organismos aquáticos detectam agroquímicos na água

As espécies são mais sensíveis e permitem avaliar os impactos dos defensivos
Por: -Eliza Maliszewski
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Pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (SP) utilizaram organismos aquáticos para ver o níveis de segurança para a concentração na água de defensivos químicos utilizados na lavoura.

O estudo determinou o nível de toxicidade do inseticida diflubenzuron, para os fungicidas piraclostrobin e epoxiconazole e para a mistura dos dois últimos. Os três são insumos usados na agricultura e o diflubenzuron chegou a ser empregado também na piscicultura, apesar de sua aplicação não ser permitida nessa atividade.  As espécies analisadas foram uma microalga, dois microcrustáceos, um inseto aquático e uma espécie de peixe, no caso do diflubenzuron. No caso dos fungicidas, uma microalga, um microcrustáceo e um peixe.

As espécies são mais sensíveis e permitem avaliar com mais precisão os impactos dos defensivos no ambiente e para a saúde humana. Também tem baixo custo pela facilidade de cultivo e manutenção em laboratório. O pesquisador Claudio Jonsson explica que o uso de bioindicadores são recomendados internacionalmente e são importante ferramenta para avaliar os efeitos de novos agroquímicos que chegam ao mercado. “Uma molécula pode ser extremamente tóxica para um organismo, mas não para outro. Os herbicidas, por exemplo, em sua maioria são altamente tóxicos para algas e plantas aquáticas, mas não tanto para vertebrados e invertebrados” diz. 

Os testes com organismos aquáticos, além de servir para delimitar níveis máximos permissíveis nos ecossistemas aquáticos, podem servir também para avaliar a eficiência de remoção de um contaminante. Os pesquisadores acreditam que os resultados obtidos também podem ser úteis no planejamento de estudos de longo prazo para a comparação de toxicidade entre agroquímicos, além do fornecimento de dados sobre interações de poluentes em organismos não alvo. 
 

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