Orizicultores do Mercosul, reunidos em conferência no Uruguai, criticaram os subsídios de EUA e UE
CI
Agronegócio

Orizicultores do Mercosul, reunidos em conferência no Uruguai, criticaram os subsídios de EUA e UE

Por:

A cadeia produtiva orizícola de países do Mercosul, reunida na 3ª Conferência Internacional do Arroz, em Punta del Este, no Uruguai, protestou ontem contra os prejuízos ao setor causados pela política de subsídios e altas taxações praticados por Estados Unidos e União Européia.

Durante o evento, que reuniu especialistas de 25 nações, as entidades representativas do setor arrozeiro dos países do bloco (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), elaboraram um documento ressaltando que as provas apresentadas por expositores norte-americanos e europeus 'confirmam a necessidade de instrumentos para neutralizar os efeitos das formas desleais do comércio'.

De acordo com o vice-presidente da Federarroz, Valter José P'tter, os palestrantes Dan Horovitz, da Bélgica, Daniel Sumner e Scott Roselle, dos EUA, declararam que a UE agrega 43% no preço final do produto, enquanto o governo dos EUA subsidia 48%. 'O arroz chega ao continente a um preço que não corresponde ao custo de produção. Terminada a sessão, nos reunimos e elaboramos essa denúncia pública'. O texto em questão exige que as autoridades governamentais dos países 'compensem distorções de forma soberana, enérgica e justa'. Do contrário, ressalta o documento, deve ser pleiteado junto aos tribunais internacionais o direito 'do digno emprego, de sobrevivência econômica, de responsabilidade social perante milhões de envolvidos no agronegócio do arroz do Mercosul e da sagrada e soberana condição de futura segurança alimentar'.

Segundo P'tter, o presidente do Irga, Pery Coelho, que ficou no Uruguai para participar da reunião do Fundo Latino Americano do Arroz, apresentará, no final de semana, o assunto ao governador Germano Rigotto. 'Não dá para deixarmos assim com essas provas apresentadas por eles mesmos', disse o dirigente. Na sua avaliação, os governos devem negociar 'que a TEC passe dos atuais 11,5% para o índice anterior de 22%. Outra reivindicação do setor é uma política agrícola que garante crédito mais adequado e mecanismos de comercialização. 'Com isso, haverá certamente um aumento natural da produção de arroz.'


Atenção: Para comentar nesta página é necessário realizar o seu cadastro gratuíto ou entrar.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.