Os aliados da produção
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Agronegócio

Os aliados da produção

Novas tecnologias e boas práticas põem o agro brasileiro na trilha da sustentabilidade
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Novas tecnologias e boas práticas põem o agro brasileiro na trilha da sustentabilidade
A busca pela constante melhoria da produção agrícola faz com que as empresas ligadas ao agro invistam continuamente em novas tecnologias e sistemas. Com tantos produtos no mercado, os produtores rurais têm acesso ao que há de mais moderno e seguro para aumento da produção, redução de perdas e eliminação de pragas na lavoura.

Uma das tecnologias que tem auxiliado produtores que fazem o plantio direto é o sistema Roundup Ready Plus, concebido pela multinacional norte-americana Monsanto. O processo consiste na aplicação do herbicida Roundup (glifosato), com sementes resistentes ao defensivo agrícola e tecnologias, que somadas ao plantio direto combatem ervas daninhas que prejudicam a colheita.

“Utilizo o Roundup desde que foi lançado o sistema. Com ele não preciso entrar várias vezes na lavoura para aplicação e economizo tempo e dinheiro”, diz Plínio Destro, produtor na região de Cascavel (PR).

“Combinamos a biotecnologia e outras tecnologias complementares para uma melhor gestão da lavoura, manejo e melhores resultados”, diz Marcelo Montezuma, coordenador de desenvolvimento tecnológico pleno da Monsanto. “O produtor ganha duas vezes, quando colhe e usa herbicida, assim ele consegue introduzir rapidamente outra cultura reduzindo riscos e surpresas climáticas que prejudiquem a lavoura.”

Já a Syngenta, tem em seu portfólio de lançamentos novas variedades de sementes de soja e de milho, mais resistentes às lagartas que destroem as plantações. Batizada de tecnologia Agrisure Viptera, no caso das sementes de milho, ela significa redução de gastos para o agricultor, especialmente aquele que faz o plantio direto na palha.

“Temos um ganho significativo no tempo, na rentabilidade e no trabalho, porque não precisamos entrar na lavoura duas, três vezes para aplicar o herbicida. A semente inibe o surgimento da praga”, diz Cassius Barreiros, produtor que há dois anos utiliza as variedades.

O setor de máquinas e equipamentos agrícolas também oferece tecnologias que aliadas ao plantio direto, facilitam o trabalho na lavoura e garantem menor margem de erro e diminuição de riscos. Grandes grupos como a CNH, do grupo Fiat e dona das marcas Case IH e New Holland, além da Agco com suas marcas Valtra e Massey Fergusson e a fabricante John Deere têm linhas de produtos e acessórios voltados para a agricultura de precisão.

São plantadeiras, colhedoras, GPS e computadores de bordo que permitem aos operadores ter informações completas sobre as condições do solo, sementes, espaçamento e velocidade do plantio. Todos esses itens, somados às tecnologias dos tratores, colheitadeiras e plantadeiras, proporcionam um trabalho preciso, reduzindo desperdício de tempo, combustível e sementes.

Diogo Haacke, especialista em produtos MAS (Soluções em Gerenciamento Agrícola, em português) da John Deere, diz que o acesso às tecnologias agrícolas está mais democratizado. “Equipamentos para agricultura de precisão já deixaram de ser acessíveis apenas para os grandes produtores. Hoje é essencial para quem quer rentabilidade na lavoura com economia e qualidade.”

Exemplo a ser seguido

A técnica do plantio direto deu tão certo na região Sul do Brasil que se espalhou para o Sudeste e Centro-Oeste. Com a popularização passou a receber incentivos do Governo Federal. Em 2010, dentro do Plano Safra, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), para oferecer crédito e financiamento para produtores que desenvolvam iniciativas de produção sustentáveis, como o plantio direto e a integração lavoura-pecuária-floresta.

Para a Safra 2011/12, o Governo Federal reservou R$ 3,150 bilhões de crédito para os agricultores que trabalharem com esses e outros sistemas de boas práticas. Na linha de financiamento do programa ABC, os produtores rurais e as cooperativas têm limite de captação de recursos de R$ 1 milhão e taxas de juros de 5,5% ao ano.

A iniciativa, já em seu terceiro ano, vem rendendo bons resultados e será apresentada, em junho, na Rio+20, conferência da ONU, que discutirá os principais temas ligados às mudanças climáticas e ao desenvolvimento sustentável do planeta. Entre os assuntos debatidos estarão agricultura, o desafio de alimentar a crescente população mundial e maneiras de produzir de maneira sustentável. Assuntos que os produtores paranaenses já conhecem bem.


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