Ovinocultura de corte ganha espaço
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SANTA CATARINA

Ovinocultura de corte ganha espaço

 SC tem um rebanho de ovinos de 350 mil cabeças e é o maior importador de carne de cordeiro
Por: -Eliza Maliszewski
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 Santa Catarina tem um rebanho de ovinos de 350 mil cabeças e é o maior importador de carne de cordeiro do país. Com toda essa demanda vem apostando no desenvolvimento da ovinocultura de corte. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC) atende 300 produtores rurais em 38 municípios de forma a acompanhar a produção e orientar os produtores na gestão da propriedade e rebanho.

São trabalhados fatores como nutrição, sanidade, boas práticas agropecuárias, adubação e manejo de pastagens, planejamento forrageiro, período de encarneiramento, cuidados com cordeiros e creep feeding - sistema utilizado para aumentar o ganho de peso dos cordeiros. No quesito gestão, o técnico auxilia o produtor a lançar os dados gerenciais da propriedade, analisar indicadores de desempenho e identificar gargalos e desafios a serem ajustados para obter maior lucro com a atividade. Em encontros os produtores também trocam experiências.  

O coordenador estadual da ATeG na cadeia, Antônio Marcos Pagani de Souza, detalha que o atendimento técnico às propriedades incrementou em 33% o número de animais de um ciclo para o outro (8.319 para 11.067), além de aumentar em 45% a comercialização – 3.258 para 4.738 ovinos vendidos. Um dos principais pontos é a redução da mortalidade do rebanho, controle de verminoses e melhoramento genético.

Um dos bons exemplos vem de 47 produtores dos municípios de Mafra, Três Barras e Itaiópolis. Juntos, eles possuem 4.300 matrizes, que representam 1,4% do rebanho total do Estado. Os animais criados pelos produtores são comercializados vivos para os frigoríficos da região, ao preço atual de R$ 9,50 ao kg, valor que segue em alta no mercado.

O médico veterinário, Cesar Henrique Peschel Junior, destaca que o peso ideal para comercialização é entre 42 e 45 kg e quanto menor a idade, melhor. “Com indução hormonal e investimento em pastagens para melhorar a alimentação do rebanho, é possível aumentar para duas por ano e até três safras a cada dois anos. Contamos com produtores que alcançaram esses números, o que depende muito do investimento, especialmente em mão de obra”, destaca.
 

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