CI

Pagamento por serviços ambientais impulsiona desenvolvimento na Amazônia

A valorização dos castanhais pode garantir o armazenamento de carbono e ajudar na regulação do clima


Foto: Canva

Pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (SP), Embrapa Amapá e Embrapa Roraima revelam que a compensação pelas práticas de conservação de comunidades agroextrativistas da castanha-da-amazônia pode ser uma estratégia vital para impulsionar o desenvolvimento sustentável e combater as mudanças climáticas e o desmatamento. Esse estudo, presente no livro "Castanha-da-amazônia: ecologia e manejo de castanhais nativos", destaca a importância de recompensar financeiramente a proteção ambiental desses locais.

De acordo com as informações divulgada pela Embrapa, ao atribuir um valor real à preservação das florestas, esse modelo oferece uma recompensa aos trabalhadores extrativistas por suas práticas de conservação. Essa abordagem incentiva um manejo florestal sustentável, a preservação da floresta e seu uso responsável, podendo ser viabilizada por políticas públicas ou iniciativas privadas.

O estudo avaliou os pagamentos por serviços ambientais (PSA) e o pagamento por redução de emissões provenientes de desmatamento e degradação florestal (REDD+) na Amazônia. Esses métodos mostraram potencial para valorizar as florestas com castanheiras, trazendo benefícios como armazenamento de carbono, regulação climática e cumprimento de metas estabelecidas em programas governamentais e acordos internacionais.

Além disso, mecanismos como os créditos de biodiversidade estão sendo discutidos para valorizar os castanhais, reconhecendo o custo de manter essas florestas. O pesquisador Marcelino Guedes da Embrapa enfatiza o potencial dos mercados para produtos tradicionais, como mel e sementes florestais, na recuperação de florestas e na criação de novos mercados a partir dos recursos biológicos da Amazônia.

As castanheiras, presentes em cerca de 32% da Amazônia, desempenham um papel crucial na conservação da região, contribuindo significativamente para processos ecossistêmicos, armazenamento de carbono, ciclo hidrológico e manutenção da biodiversidade. O estudo ressalta que, apesar de representarem apenas 3% dos indivíduos em um castanhal, as castanheiras contribuem com 40% da biomassa viva acima do solo, sendo 50% composto de carbono.

Para os pesquisadores, além do valor ecológico, a castanheira possui relevância socioeconômica e cultural, o que destaca a importância das compensações pelos serviços ambientais não apenas para a conservação da Floresta Amazônica, mas também para a sustentabilidade das comunidades que dependem desse recurso natural.

 

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.