Pai da Revolução Verde concede coletiva na USP
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Agronegócio

Pai da Revolução Verde concede coletiva na USP

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Norman Borlaug, prêmio Nobel da Paz (1970), aponta a agricultura brasileira como a de maior potencial para produção de alimentos. Por conta disso, ele vem mais uma vez ao País conferir os mais recentes avanços da produção rural nacional, em especial, o sucesso de novas fronteiras agrícolas a partir da ampliação do uso do plantio direto. Giro inclui encontros com o governador do Mato Grosso e o ministro da Agricultura, além de palestra na Esalq com o tema: "Da Revolução Verde à Revolução do Gene - Nosso Século 21". Visita culmina com coletiva na USP, onde ele fará o primeiro relato da viagem.

O "Pai da Revolução Verde" e vencedor do Prêmio Nobel da Paz, Norman Borlaug, está novamente no Brasil para um giro de duas semanas. Três décadas após a revolução, Borlaug continua alertando para a necessidade de ampliação da produção de alimentos para o combate à fome.

O cientista entende que a agricultura brasileira é a única que pode atender a crescente demanda mundial por alimentos, razão que justifica sua nova visita ao País.

Nesta viagem, coordenada pela Fundação Agrisus (www.agrisus.org.br), Borlaug vem conferir os mais recentes avanços da produção rural nacional. O roteiro concentra-se em lavouras que utilizam o sistema de plantio direto, responsável pela transformação de regiões de solo pobre e mal aproveitados, como o Cerrado, em novas fronteiras agrícolas.

"Estou convencido de que o que está acontecendo no Cerrado é um dos mais espetaculares eventos de desenvolvimento agrícola e se constitui num fato único na história da civilização. O principal impacto sobre a produção de alimentos ainda está por se fazer sentir. Isso se tornará gradualmente evidente ao longo das próximas duas décadas. Eu ouso prever que lá pelo ano de 2010 haverá uma tremenda quantidade de grãos básicos - arroz, milho, sorgo, soja, feijão - a ser exportada para os mais diversos países, a qual terá sido produzida no Cerrado", disse Borlaug há quase 10 anos, já prevendo o atual sucesso da agricultura na região.

"E penso que o plantio direto no Cerrado tem especial significado por ser uma tecnologia conservacionista de especial excelência."

Plantio direto

O plantio direto é o modelo de produção que melhor se encaixa no conceito de agricultura sustentável. Gera o máximo de eficiência atuando de forma amigável com o meio ambiente. Além disso, reduz custos para o agricultor, com a diminuição do uso de defensivos agrícolas e de mão-de-obra.

A prática consiste em plantar sem revolvimento do solo por arado ou grade, não permitindo a erosão e mantendo os nutrientes na terra, inclusive os originários de restos de culturas anteriores. A palha sobre a superfície protege o solo contra o impacto das gotas de chuva, possibilitando maior infiltração de água e menor arraste de terra.

A Agrisus turbina projetos de ensino, estudos e pesquisas voltados à conservação e melhoria do solo e condições ambientais envolvidas. O objetivo é qualificar a produção rural, segundo critérios de desenvolvimento econômico sustentável. O plantio direto é o maior exemplo deste propósito e tema de inúmeros trabalhos apoiados pela Fundação.

Coletiva

O giro do prêmio Nobel inclui também encontros com o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, e o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, além de palestra na Esalq, sob o título "Da Revolução Verde à Revolução do Gene - Nosso Século 21", na qual novamente o Cerrado será destaque.

A viagem culmina com ida à Universidade de São Paulo (USP) para encontro com o presidente da Academia Brasileira de Ciência e o pró-reitor da Universidade. Na ocasião, Borlaug dará uma entrevista coletiva, onde fará o primeiro relato da viagem. (ver programa completo abaixo).

Perfil

Norman Borlaug tem 88 anos, é engenheiro-agrônomo e PhD pela Universidade de Minnesota, Estados Unidos. É considerado o "Pai da Revolução Verde", evento responsável pelo extraordinário aumento de produção de cereais em diversos países em desenvolvimento, principalmente na Ásia, em meados da década de 60.

O esforço estabeleceu um novo padrão tecnológico para a agricultura com a adoção do uso de máquinas, insumos e sementes selecionadas. Seu impacto social, com a redução drástica da fome, foi tão significativo, que resultou em reconhecimento mundial ao cientista, premiado com o Nobel da Paz em 1970.

Antes disso, Borlaug trabalhou no México de 1944 a 1960 na investigação de processos para aumentar a produção de alimentos. Mais tarde, a FAO, órgão da Nações Unidas para a agricultura, o enviou junto com um grupo de pesquisadores para trabalhar no Oriente Médio e norte da África.

O cientista esteve em diversos países, como Líbia, Egito, Líbano, Afeganistão, Paquistão e Índia, onde começou o trabalho de treinamento para cientistas locais nas culturas de trigo e cevada.

Borlaug participou da fundação do CIMMYT, em 1963, tornando-se diretor do programa de pesquisa de trigo da entidade, que tem sede no México. Na década de 80, foi professor em duas universidades americanas. Hoje, trabalha como consultor do CIMMYT.

Programa

03/02 - Palmeira, Ponta Grossa e Londrina (PR) - “V- SeminárioTrigo”;

04/02 - Iapar, Embrapa Soja e Umuarama (PR);

05/02 - Maracaju: SHOWTEC e Dourados (MS): Embrapa Oeste;

06/02 - Serra Petrovina (MT) e Campos Novos (SC);

07/02 - Sapezal (MT);

08/02 - Sorriso (MT);

09/02 - Cuiabá - Governador - (MT);

10/02 - Prata e Uberaba (MG);

11/02 - Brasília (DF) - Embrapa e Ministro da Agricultura;

12/02 - Piracicaba (Palestra - Esalq), Araras e Mogi-Mirim (SP);

13/02 - São Paulo - USP - coletiva à imprensa (Sala do Conselho Universitário - Rua da Reitoria, 109, às 14h).

Para mais informações, entrevistas e confirmação de presença na coletiva:

Engenharia do Texto Comunicação Empresarial

Contato: Ronaldo Luiz Mendes Araujo - Mtb: 30861

Fone: (11) 9952-1863

E-mail: engenhariadotexto@bol.com.br


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