Pará ganha importância no escoamento e importação
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Imagem: Nadia Borges
LOGÍSTICA

Pará ganha importância no escoamento e importação

Porto de Barcarena movimenta exportação de grãos e importação de fertilizantes
Por: -Eliza Maliszewski

O Porto de Barcarena (PA) tem ganhado grande importância no escoamento de grãos como soja e milho, especialmente do Centro-Oeste, bem como na importação de fertilizantes. Diversas empresas e companhias do agro atuam no terminal. Em se tratando da estrutura física e capacidade de expedição, as empresas portuárias possuem capacidades distintas. O que merece destaque é o fato de todas as empresas estarem atualmente operando aquém da capacidade máxima diária, entre 50 e 60% da capacidade total, devido à época de entressafra. Para tanto, todas as empresas dispõem de mão de obra, instalações e condições operacionais apropriadas para utilizarem suas capacidades máximas.

Entre os dias 07 e 09 de dezembro, técnicos da Conab estiveram no Porto de Barcarena com o objetivo de levantar informações sobre a movimentação logística de grãos, prioritariamente soja e milho, assim como coletar dados sobre capacidade estática, principais rotas e produtos movimentados, e perspectivas de investimento no porto caso a conclusão da Ferrogrão (MT ao Porto de Miritituba/PA) seja efetivada.

Exportação de Grãos

Os grãos produzidos no centro-norte do estado do Mato Grosso e Sul e do estado do Pará, seguem por modal rodoviário até o Porto de Miritituba, município de Itaituba/PA. Em Miritituba, o produto é embarcado em barcaças com capacidade de até 2.000 toneladas, que seguem por via hidroviária até os portos de Barcarena. Desse ponto, os produtos são destinados, majoritariamente, aos continentes Europeu e Asiático.

Os navios saem de Barcarena/PA rumando em direção ao Oceano Atlântico, passam pelo estreito de Gibraltar para abastecerem os países da Europa. Para chegarem à Ásia, os navios têm por passagem o Canal de Suez, no Egito.  Os principais países destinatários dos grãos advindos do corredor da BR-163 pelo Porto de Barcarena/PA são: Portugal, Espanha, Itália e China.

Importação de Fertilizantes

Os elementos (NPK) importados à granel pela Fertilizantes Tocantins e TUP Unitapajós são originários, prioritariamente, da Rússia. Ao chegarem no Porto de Barcarena, os elementos químicos adquiridos pela TUP Unitapajós são embarcados em barcaças que seguem por via hidroviária até o Porto de Miritituba. Posteriormente, os produtos são armazenados em unidades armazenadoras e são embarcados em modal rodoviário até às unidades que realizam as formulações de base NPK, conforme especificação dos clientes.

A partir dessas unidades de formulação, o produto formulado é distribuído nos estados de Mato Grosso e Pará. Cabe frisar que, as empresas possuem dinâmicas de importação semelhantes. A Fertilizantes Tocantins importa os produtos para atender suas próprias unidades de formulação, contudo, não disponibilizou dados operacionais (capacidade estática, embarque e desembarque/ton/h). Já a TUP Unitapajós importa para suas acionistas: as empresas Bunge Alimentos e Amaggi Exportação e Importação. 

Perspectivas de Investimento com a Ferrogrão

A Ferrogrão, ferrovia que pretende consolidar o corredor logístico barateando o frete e impulsionando o escoamento da produção do Mato Grosso aos portos do Arco Norte, ligando os municípios de Sinop (MT) ao distrito de Miritituba (PA), com 933 km de extensão, paralela à BR-163, com capacidade de transporte de até 48 milhões de toneladas, pode provocar a necessidade de investimentos nos portos do Arco Norte.

O projeto é que a ferrovia consolide, a longo prazo, um corredor logístico capaz de reduzir os custos com frete, onde se estima de 30% a 40% de redução no preço do frete para a exportação de produtos, comparado ao modelo rodoviário utilizado hoje. Há um ano, o projeto de construção da ferrovia foi enviado ao Tribunal de Contas da União – TCU, mas foi suspenso na instância do Supremo Tribunal Federal – STF, em março/2021, por trâmites ligados ao projeto. O governo projeta um investimento de 12 bilhões de reais na rodovia, o que acarretaria uma mudança nos corredores de exportação, que hoje estão concentrados nos portos do Sul e Sudeste (aproximadamente 70%).


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