Para ministro, governo não sofreu derrota política no Código

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Para ministro, governo não sofreu derrota política no Código

Luiz Sérgio, minimizou a derrota do governo na votação do Código e disse que ela não significou um prejuízo político para o Executivo
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BRASÍLIA (Reuters) - Responsável pela articulação política do governo, o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, minimizou a derrota do governo na votação do Código e disse que ela não significou um prejuízo político para o Executivo.

"O governo teve uma derrota na proposta, mas não uma derrota política. Porque politicamente ficou clara para a sociedade o que a presidente (Dilma Rousseff) defendia e defende", disse o ministro à Reuters.

Na votação de terça-feira, numa sessão bastante tensa na Câmara dos Deputados, a reforma do Código Florestal foi aprovada e o governo sofreu um revés com a aprovação de uma emenda que na avaliação do Palácio do Planalto anistia desmatadores e fragiliza o controle de novos desmates ao transferir para os Estados a atribuição de regularizar o uso de áreas de preservação permanente (APPs).

Para o governo, ficou claro que Dilma não apoia essa mudança, inclusive se comprometendo com o veto à emenda caso o texto não sofra modificações no Senado.

Luiz Sérgio avalia que os descontentamentos da base aliada com o governo não foram determinantes para a derrota do governo. Na avaliação do ministro, o tema complexo e que mexe com realidades regionais dos parlamentares foi a maior dificuldade para que se conseguisse um texto de consenso entre o Executivo e a Câmara.

Apesar da avaliação do ministro, os discursos dos líderes aliados no plenário da Câmara na terça evidenciaram o clima tenso da base aliada e como as cobranças não atendidas pelo Executivo influenciaram na derrota do governo.

O líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), por exemplo, mesmo sabendo que a presidente havia pedido aos ministros indicados pelos partidos aliados para convencer suas bancadas a derrubar a emenda patrocinada pelos peemedebistas e outras legendas da base, desafiou a ordem de Dilma na tribuna.

"Minha querida presidente Dilma, não sei se está me dando a honra (de me assistir), acho que não...Soube que muitos ministros de diversos partidos estão contatando com seus parlamentares. Respeito e compreendo. Mas quero pedir aos ministros do PMDB que não tentem mudar os votos do PMDB", discursou na votação.

"Antes de serem ministros, vocês são do meu partido. Não constranjam a minha bancada", acrescentou em seguida o peemedebista.

O líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), aumentou a tensão do plenário ao classificar o discurso do peemedebista de "emocional" e dizer que a emenda em votação era considerada pela presidente como "uma vergonha para o Brasil".

O governo aposta que nos próximos dias os ânimos vão se acalmar e haverá clima para negociar no Senado uma mudança do texto aprovado na Câmara e evitar até mesmo o veto de Dilma.

Na tarde desta quarta, Dilma comandará uma reunião no Palácio do Planalto e pedirá explicações ao líder do governo e a Luiz Sérgio sobre a derrota do governo e tentará definir uma nova estratégia para a tramitação da matéria no Senado.

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