Para palestrante da Abag, agronegócio ainda será protagonista econômico por muito tempo

Agronegócio

Para palestrante da Abag, agronegócio ainda será protagonista econômico por muito tempo

Evento acontecerá no dia 4 de agosto
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Evento acontecerá no dia 4 de agosto e terá ainda a divulgação de uma pesquisa de opinião inédita dos brasileiros em relação ao agronegócio, além de discussão sobre as novas mídias e o setor agrícola

O agronegócio deve continuar como protagonista no cenário econômico brasileiro ainda por muito tempo. Toda a influência positiva que o setor exerceu na economia nos últimos dez anos tende a se manter ainda nos próximos anos.

A avaliação é do economista Samuel Pessoa, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, que fará a palestra inaugural do 13º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Abag no próximo dia 4 de agosto, em São Paulo, e que tem como tema central Agronegócio Brasileiro: Valorização e Protagonismo. “O produtor agrícola brasileiro é muito competitivo internacionalmente”, afirma.

Para o economista, além da forte demanda externa, a vantagem competitiva do Brasil no agronegócio resulta também dos ventos liberalizantes da economia no início da década de 90, que garantiu certa independência financeira para as empresas do segmento, que desenvolveram sólidos mecanismos para financiar seus fornecedores e clientes. No entender de Pessoa, certa pressão de ordem tributária e a ausência de infraestrutura e logística são as únicas ameaças ao setor. “Mesmo assim, em relação à questão da precariedade dos transportes, os recentes leilões de concessões tendem a atenuar essas dificuldades no médio e longo prazo”, observa.

Após a palestra de abertura, haverá o painel 1 sobre Agronegócio e as Novas Mídias, que será apresentado pelo jornalista Rodrigo Mesquita e debatido pela professora Elizabeth Saad Corrêa, da Escola de Comunicação e Artes, da USP; e pelo engenheiro Demi Getschko, professor da PUC-SP. O painel será coordenado pelo jornalista Heródoto Barbeiro. Encerrando os trabalhos na parte da manhã, serão entregues os prêmios Norman Borlaug e Ney Bittencourt de Araújo. O primeiro será concedido este ano ao presidente do Conselho da Agroceres, Urbano Campos Ribeiral; e o segundo para João Paulo Koslovski, presidente do Sistema Ocepar – Organização das Cooperativas do Paraná.

Na parte da tarde, o diretor do Núcleo de Agronegócio da ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing, José Luiz Tejon apresentará a pesquisa de opinião Agronegócio e a Sociedade. Nesse painel atuarão como debatedores, os cientistas políticos Bolívar Lamounier, sócio-diretor da Augurium Consultoria e Christian Lohbauer, diretor de Assuntos Corporativos da Bayer. O painel será coordenado pelo presidente da Abag, Luiz Carlos Corrêa Carvalho e contará com a moderação do jornalista William Waack.

Por fim, será debatido um documento, denominado Agronegócio Brasileiro 2014-2022 – Proposta de Plano de Ação aos Presidenciáveis, a ser encaminhado aos assessores dos candidatos à Presidência da República mais bem posicionados nas pesquisas da eleição deste ano. Elaborada por um grupo de técnicos da FGV e coordenada pelo ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, a proposta está baseada em cinco princípios: sustentabilidade da produção, competitividade, produção orientada para os mercados, segurança jurídica e governança institucional.

Alguns dos princípios contidos na proposta detalham necessidades ligadas à maior oferta de crédito e financiamento para investimento e capital de giro; desenvolvimento de mecanismos de seguro contra quebra de produção e queda acentuada de preços; uma atuação mais agressiva na celebração de acordos comerciais; desoneração tributária e ampliação da malha de infraestrutura de transporte e logística. 

O estudo da FGV preconiza também maior segurança jurídica capaz de garantir o direito de propriedade privada e, em decorrência, criar um ambiente favorável a investimentos e incentivar o empreendedorismo. Traduzido em ações, isso significa simplificar e aplicar a legislação agrária, ambiental e trabalhista, com base em critérios técnicos, condizentes com as características do agronegócio. Todas essas questões serão debatidas no painel Agronegócios e os Presidenciáveis, o último do Congresso da Abag, que terá o jornalista William Waack, como moderador, assim como a coordenação feita pelo ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV-GVAgro. O evento contará ainda com as presenças de representantes dos três candidatos à Presidência mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais.

Promovido desde 2002, o Congresso da Abag, na edição do ano passado, contou com a presença de aproximadamente 700 participantes na plateia, além de 90 jornalistas de todo o País. Cerca de 8 mil pessoas assistiram aos painéis e participaram dos debates por meio da transmissão ao vivo feita via web. 

Serviço
13º Congresso Brasileiro do Agronegócio
Data – 04 de agosto de 2014
Local – Sheraton São Paulo WTC Hotel
Av. das Nações Unidas, 12.559

INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES
www.abag.com.br/cba
 
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