Para produzir mais e melhor
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Agronegócio

Para produzir mais e melhor

''Cases'' de sucesso foram apresentados no Show Rural 2012
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Alta tecnologia e manejo adequado são ferramentas que tornam o Paraná o maior produtor agrícola do Brasil; ''cases'' de sucesso foram apresentados no Show Rural 2012

O Show Rural Coopavel 2012 terminou na sexta-feira (10), mas a mensagem que ficou na mente dos produtores e demais visitantes deverá perpetuar. O tema dessa 24ª edição destacou que o presente e o futuro do agronegócio está na tecnologia. Novas variedades de plantas resistentes a pragas e doenças, maquinários que fazem boa parte do trabalho do agricultor a um custo menor e a tecnologia inserida no manejo adequado das lavouras, por meio de variedades mais produtivas e o correto uso do solo. Algumas práticas já fazem parte da cartilha adotada pelos produtores brasileiros, outras vão entrar em campo. Ao todo, o evento realizou mais de 4,8 mil experimentos que demonstraram a importância da tecnologia.


Taylor Marostica, produtor da região de Cascavel, participa há anos da feira e em 2012 serviu como exemplo de como boas ações no campo podem aumentar e melhorar a produção. Marostica vem batendo os seus próprios recordes ano a ano e já conseguiu o status de agricultor com o melhor índice de produção e produtividade da região Oeste do Paraná.

A tecnologia que Marostica aplicou em sua propriedade para chegar a esse objetivo foi simples e bem eficiente. Desde o ano passado, o agricultor vem adotando a adição de adubos a base de calcário e gesso que vem lhe proporcionando, em áreas experimentais, bons resultados. Aliado a experimentos ligados a novas variedades, o produtor obteve na safra 2010/11, em um talhão experimental de 130 hectares, cerca de 74 sacas por hectare. Ao todo, em uma área de 653 hectares, a média de produtividade do ciclo 2010/11 foi de 61,3 sacas por hectare. ''Sempre estou aberto às novidades'', sublinha.


Neste ano, devido à estiagem, a estimativa inicial é de que sejam colhidas cerca de 37 sacas de soja por hectare. ''Se eu não tivesse escolhido a variedade indicada e usado o gesso e o calcário como utilizo atualmente, a quebra com a estiagem seria bem maior'', afirma. Na cultura do milho, esse tipo de manejo também tem dado certo. Nesta safra, o agricultor deve colher 20 mil sacas de soja, 653 hectares plantados, e 18 mil sacas de milho, em 120 hectares. Essa cultura, com a escolha certa da variedade, somado à adubação e à correção de solo, registrou, em algumas áreas, um incremento de 25% em sua produtividade, segundo o produtor.

Alcançar esse número, explica Marostica, não foi uma tarefa fácil, já que para chegar a uma dosagem de aplicação em cada talhão, houve um grande trabalho na correção de solo com tecnologias à base de macro e micronutrientes. ''Agregado ao manejo, novas variedades ajudaram a elevar os meus índices de produção'', reforça.


Há três anos utilizando calcário e gesso em sua lavoura, Marostica sublinha que o investimento valeu a pena. O custo dos dois insumos na aplicação de solo é de, respectivamente, R$ 80 e R$ 120 a tonelada. No caso do gesso, por exemplo, o produtor chega a utilizar 1,5 mil quilos por hectare. ''Em uma área devidamente corrigida com o produto e com a variedade certa, já registrei um índice de produtividade na soja até 15% maior'', destaca. Marostica deve utilizar o sistema na próxima safrinha, na qual pretende plantar 500 hectares, 235 a mais do que em 2011.

Cesar de Castro, pesquisador da área de fertilidade da Embrapa Soja, lembra que antes de fazer a aplicação com gesso ou calcário, o agricultor deve se atentar para a realização da calagem. O controle do ph do solo, avalia ele, é o primeiro passo. ''O gesso é mais solúvel e penetra mais facilmente em áreas mais profundas no solo''. Isso, completa ele, faz com que o gesso neutralize o alumínio, elemento que dificulta o crescimentos das plantas. ''O alumínio é muito presente nos solos paranaenses, principalmente nos ricos em argila'', completa.


Castro avalia que a quantidade de gesso vai depender muito da condição do solo. Um solo argiloso, por exemplo, pode necessitar de até 3 mil quilos por hectare. Já em um terreno sem muita argila, esse volume cai para 700 quilos por hectare. ''O gesso tem por objetivo oferecer cálcio e enxofre e elimina o alumínio''.

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