Paralisação dos fiscais provocou acúmulo de mercadorias em Goiás

Agronegócio

Paralisação dos fiscais provocou acúmulo de mercadorias em Goiás

Os depósitos da instituição já acumulam cerca de US$ 3 milhões em mercadorias, que vão desde peças para automóveis importadas a madeiras para exportação
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A greve dos fiscais federais agropecuários, retomada pela categoria no dia 24 passado e suspensa nessa quinta-feira (02-07), já começava a afetar de forma mais efetiva a economia do Estado. Segundo o superintendente-executivo do Porto Seco de Anápolis, Edson Tavares, os depósitos da instituição já acumulam cerca de US$ 3 milhões em mercadorias, que vão desde peças para automóveis importadas a madeiras para exportação. Segundo ele, caso o movimento prossiga nos próximos dias, a situação deve agravar-se, pois os portos marítimos liberam apenas o trânsito da mercadoria, ficando o desembaraço para ser feito no Porto Seco.

Também o presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes do Estado de Goiás (Sindicarne), José Magno Pato, admite que o setor começa a se preocupar com a situação, pois um eventual prolongamento do movimento grevista tenderá a influir negativamente no fluxo das exportações de carne. “Por enquanto, os frigoríficos estão conseguindo liberar a mercadoria de entrega mais urgente e estocando o restante em suas câmaras frias, mas essa capacidade de acomodação tem um limite”, explica.

José Magno Pato fez um apelo ao governo federal para que adote uma medida eficaz e duradoura em relação às reivindicações dos fiscais agropecuários, dando maior segurança aos setores produtivo e exportador. “Trata-se de uma carreira de Estado de grande importância e, como tal, deve ser tratada, sobretudo, pelo rigor dos acordos sanitários internacionais. “

Para Magno Pato, o governo deve conceder a esses servidores o que for justo, mas também demarcar claramente o que considera inegociável, eliminando essa situação de instabilidade e de greves sucessivas na categoria, que a qualquer momento poderão provocar um caos nas exportações.

O superintendente-executivo do Porto Seco de Anápolis diz que os fiscais federais agropecuários têm mantido os 30% de atividades exigidos por lei, mas argumenta que isso só não basta para evitar o acúmulo de mercadorias nos armazéns. Segundo ele, embora a fiscalização seja para produtos agropecuários, a greve acaba afetando todas as mercadorias que estejam acondicionadas em embalagens, caixas ou paletes de madeira, pois estas estruturas necessitam do atestado de sanidade do Ministério da Agricultura.

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