Paraná alerta para geada nesta semana
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Imagem: Divulgação
PRECAUÇÃO

Paraná alerta para geada nesta semana

Na última semana o fenômeno trouxe prejuízo para culturas como milho, trigo, citros e café
Por: -Eliza Maliszewski

O Sistema Alerta Geada, mantido pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (SIMEPAR), alerta para nova incidência de geadas nesta semana em várias regiões produtoras do Estado.

Com a chegada de uma nova frente fria ao Sul a chuva se espalha e atrás dela vem uma massa de ar polar que promete ser a mais forte deste inverno. Para esta terça-feira (27) o tempo fica instável e com registro de chuvas em vários momentos. Não há previsão da formação de geadas no Estado.

Já na quarta-feira (28) o cenário muda. Ainda há previsão de chuvas ocasionais no início do dia dos Campos Gerais para o leste e norte do Paraná, contudo as áreas chuvosas se afastam rapidamente para São Paulo e na retaguarda avança sobre as regiões paranaenses um intensa massa de ar frio e seco (de origem polar) que ocasiona a queda bastante acentuada das temperaturas, por isso há condições para ocorrência de geadas fracas no final da noite de quarta-feira na Região Metropolitana de Curitiba e no sul da Região Noroeste, além da parte norte dos Campos Gerais. Nas Regiões Sul, Central, Sudoeste e Oeste o frio já será rigoroso desde o início da quarta-feira e as geadas serão moderadas a fortes.

Na quinta-feira (29) esfria mais e a forte massa de ar polar se estabelece sobre todas as regiões paranaenses e aumenta o frio. Há previsão de geadas para todos os setores, inclusive no Litoral do Paraná.

Na última semana o fenômeno trouxe prejuízo para culturas como milho, trigo, citros e café. No milho safrinha os prejuízos levarão o Estado a trazer o grão de outros países e regiões do Brasil, o que há muito tempo não acontecia. No início da temporada, a expectativa era de que o Paraná colhesse 15 milhões de toneladas, volume que pode cair para 6,8 milhões de toneladas. Uma redução de 53% em relação à estimativa inicial.

Já no cafezal os danos da geada são irreversíveis. A primeira geada havia atingido a região central do estado, enquanto a segunda pegou com mais força os cafezais do chamado norte pioneiro, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral). As perdas estão sendo avaliadas. 
 


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