Paraná deverá implantar vazio sanitário para a soja

Agronegócio

Paraná deverá implantar vazio sanitário para a soja

A lei que está em fase de finalização deverá entrar em vigor a partir da safra 2008/09 e será válida para a entressafra
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O Paraná deverá implementar o vazio sanitário para a soja. A lei está em fase de finalização e deverá entrar em vigor a partir da safra 2008/09 e será válida para a entressafra. Se aprovado, no período de 15 de junho a 15 de setembro (data que ainda poderá ser alterada) os produtores paranaenses não poderão cultivar soja. Segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão ligado à Secretaria de Estado de Agricultura, a safrinha da soja está concentrada nas regiões Sudoeste e Oeste e corresponde a apenas 2,3% do total da produção estadual da oleaginosa.

O assunto foi discutido ontem durante o Simpóstio Brasileiro de Ferrugem Asiática da Soja, realizado pela Embrapa Soja, no Hotel Crystal. Cerca de 150 pessoas entre pesquisadores, professores e agrônomos estão participando do evento, que termina hoje. De acordo com dados do Deral, nesta safra, os paranaenses plantaram 75.410 mil hectares de soja safrinha. O plantio foi distribuído entre Francisco Beltrão (33%), Pato Branco (21%), Toledo (13%), Campo Mourão (5%) e Cascavel (5%).

A safrinha é destinada à produção de grãos, estimada em 1,144 milhão de tonelada. O plantio ocorre em 4,3% da área plantada no Estado na 2 safra de verão ou na chamada """"safra de outono"""", que cultiva também café, feijão, milho, girassol, sorgo. Se a implementação do vazio sanitário for confirmada, o Paraná será o oitavo Estado a implantar o período. Mato Grosso, Goiás e Tocatins já cumprem o segundo, enquanto Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Maranhão estão no primeiro ano.

"Nos três Estados que implantaram primeiro já temos resultados positivos, principalmente, nos locais mais críticos, na região de Primavera do Leste (MT). Registramos uma diferença de 60 dias na incidência da doença comparando a safra 2005/06 com relação a 2006/07", informou Claudine Seixas, pesquisadora da Embrapa Soja. Ela acrescentou que o atraso no surgimento da doença contribui para a redução das aplicações de fungicidas e, consequentemente, do custo de produção.

Nos Estados onde o vazio já é cumprido, os produtores rurais optaram pelo plantio de outras culturas. Claudine comentou que a lei estadual está em fase de finalização e que na próxima semana será realizada reunião para discutir o assunto. A discussão sobre a doença é determinada por lei federal, que institui a criação de uma comissão estadual de controle de ferrugem. A doença está na pauta desde a safra 2003/04. "Naquele ano já chamou a atenção dos pesquisadores a incidência da doença que, a cada ano, ocorre mais cedo", disse.

No entanto, ela acrescentou que a adoção do vazio nos Estados não é obrigatória. Rio Grande do Sul, por exemplo, instituiu a comissão estadual que entendeu não ser necessário a implementação do período.


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