Paraná projeta ser área livre da febre aftosa sem vacinação até 2013


Agronegócio

Paraná projeta ser área livre da febre aftosa sem vacinação até 2013

Nova campanha de vacinação deverá ocorrer em maio deste ano
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O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, afirmou que o Paraná deve pleitear até 2013 o reconhecimento internacional do Estado como área livre da febre aftosa, sem vacinação. “A erradicação desse tipo de doença significa possibilidades comerciais ampliadas e os agricultores sabem muito bem disso”, afirmou o secretário, lembrando que os pecuaristas paranaenses estão engajados no processo de defesa sanitária.

Ortigara adiantou que uma nova campanha de vacinação deverá ocorrer em maio deste ano. Depois disso, a condição da sanidade animal será avaliada periodicamente por técnicos estaduais. O passo seguinte será solicitar ao Ministério da Agricultura uma auditoria da condição sanitária do Estado. “Quem sabe em 2013 a Organização Mundial de Saúde Animal reconheça a nossa condição e declare ao mundo que somos confiáveis”, afirmou.

De acordo com Ortigara, a área de sanidade animal teve diversos avanços ao longo do primeiro ano do governo Beto Richa. Ele destacou a criação da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), para dar mais vigor ao trabalho que vem sendo feito, a contratação de novos profissionais e o fortalecimento dos Conselhos Municipais de Sanidade como instrumentos fundamentais para tornar o Paraná exemplo em saúde animal.

O secretário afirmou que o reconhecimento internacional abre novas possibilidades de negócios para os produtores paranaenses. “Podemos ampliar enormemente o faturamento do agronegócio, a geração de divisas para o Estado e as oportunidades de emprego e renda no campo”, disse Ortigara.

DESEMPENHO AGRÍCOLA - Ele lembrou que o setor agrícola do Paraná fechou 2011 com bons resultados, apesar dos percalços causados pelas geadas do meio do ano e problemas no setor de feijão. “Do ponto de vista do desempenho, 2011 pode ser considerado um ano bom”, disse. A safra 2010/2011 confirmou novamente o Paraná como o maior produtor de grãos do país, segundo o IBGE.

Segundo o instituto, foram colhidas 31,8 milhões de toneladas de grãos no território paranaense, o que representa 20,6%, de tudo o que foi produzido no Brasil. “Devemos fechar as contas do ano passado com R$ 75 bilhões de superávit da balança comercial do agronegócio no país. Aqui no Paraná esse superávit ficará acima de R$ 10 bilhões”, completou.

Ainda sobre o ano que passou, o secretário fez um balanço da atuação da secretaria e ressaltou que o início de um governo sempre é um período de desafios e de reconhecimento e estabelecimento de prioridades. “Conseguimos avançar com base no diálogo e boas parcerias com os agricultores paranaenses e suas entidades representativas”, disse. Uma das iniciativas foi a criação do Fórum dos Promotores do Desenvolvimento do Agronegócio Paranaense, envolvendo governo e iniciativa privada;

“Percorrendo o Estado, sempre recebemos palavras de apoio e demonstrações de confiança no trabalho”, afirmou o secretário, que é servidor da Secretaria da Agricultura e Abastecimento há 30 anos. “Nossa equipe estará sempre perto do produtor, trabalhar em conjunto e tornar reais, com o apoio dos servidores da secretaria, os compromissos assumidos”.

DESTAQUES - Além de destacar a criação da Adapar, Ortigara também considerou como avanços significativos os processos de reposição de pesquisadores do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), como forma de recolocar a pesquisa agrícola na vanguarda e na geração de soluções para a agricultura, de profissionais da Emater.

No balanço de 20011, Norberto Ortigara lembrou dos programas que foram mantidos pela atual gestão, como Leite das Crianças, Trator Solidário e o Fundo de Aval.

Destacou a presença do Estado na subvenção ao Seguro Rural, o trabalho de readequação de estradas e a retomada do Programa de Distribuição de Calcário, este para correção de acidez do solo, que é bem aceito no campo.

O secretário disse que em 2012 o governo estadual prosseguirá contribuindo para o aumento da renda do produtor rural, com sustentabilidade, propiciando melhoria da qualidade de vida e segurança alimentar e nutricional das famílias do campo e das cidades. Segundo ele, o programa Pró-Rural será fundamental para desenvolver projetos para ajudar a promover a produção de pequenos agricultores e reduzir desigualdades sociais. “São R$ 130 milhões que estimularão a economia de 131 municípios em oito microrregiões paranaenses com baixo IDH”.

Ortigara lembrou ainda que no fim de 2011, o governador Beto Richa autorizou um investimento de R$ 72 milhões na locação de 30 patrulhas para melhorar a trafegabilidade de estradas rurais, por um período de 12 meses. A concorrência dará início a um programa que prevê a contratação de 60 patrulhas até 2014, atendendo todo o Estado. O objetivo é criar melhores condições de vida para os agricultores e facilitar o escoamento da produção paranaense.

Ele reforçou a importância da articulação com os produtores rurais. “A presença física faz entender os problemas, compreender as angústias de cada local e região. Permite o discernimento do que é urgente, emergencial, do que é importante e do que pode esperar um pouco. A presença no campo significa que o governo está presente, e é isso que pretendemos continuar fazendo nesse novo ano”, acrescentou Ortigara.

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