Paraná quer atrair cargas do Mercosul e de outros estados do País

Agronegócio

Paraná quer atrair cargas do Mercosul e de outros estados do País

O governo estadual já investiu cifra superior a US$ 360 milhões na Ferroeste e promete integrar todos os modais de transporte para convencer exportadores e importadores a utilizar os serviços disponibilizados pelo Paraná
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O governo do Paraná está engajado no aperfeiçoamento da matriz de transporte do estado para atrair grandes quantidades de cargas de outros estados brasileiros e de países vizinhos como Argentina e Paraguai. A estratégia é ousada e tem como base a privilegiada bacia hídrica paranaense e o Porto de Paranaguá, historicamente procurado pela exportação de grãos, mas que também conta com infraestrutura adequada para operação de contêineres e de cargas frigorificadas.

A principal preocupação do governo de Roberto Requião (PMDB), no momento, é melhorar a malha ferroviária disponível no estado. Para isso, a maior parte dos esforços está concentrada na Ferroeste. Segundo o secretário de estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho, o novo ramal da ferrovia que vai ligar a região de Guarapuava ao Porto de Paranaguá irá possibilitar que as cargas de produtores de Mato Grosso do Sul e do Paraguai cheguem com velocidade e segurança ao principal porto da costa paranaense.

O governo estadual já investiu cifra superior a US$ 360 milhões na Ferroeste e promete integrar todos os modais de transporte para convencer exportadores e importadores a utilizar os serviços disponibilizados pelo Paraná. “Estamos organizando nossa matriz de transportes com a Ferroeste. Acho que o Paraná está muito bem em logística e é isso que tem atraído muitas empresas hoje para instalar unidades ou exportar pelo estado”, disse Moreira Filho ao PortoGente.

Segundo ele, o modal ferroviário pode ser classificado como a “cereja do bolo” da logística local, pois é o último dos meios de transporte que precisa atender com eficiência o escoamento de cargas em território paranaense. “Nossa bacia hídrica é fantástica e a malha rodoviária teve seis mil quilômetros recapeados. Com tudo isso, queremos tornar a logística totalmente integrada, trazendo cargas até do Paraguai e da Argentina”.

O plano do governo paranaense para atração de cargas de outras localidades também é evidenciado pelo vice-governador Orlando Pessuti. Ele aponta a instalação de um terminal rodohidroferroviário entre Cascavel e Guaíra, utilizando a potencialidade da hidrovia Tietê Paraná, como trunfo para movimentar mercadorias com origem em Minas Gerais e na região Centro-Oeste do País. “Se tivermos a ferrovia chegando a esses locais, estaremos colocando o Porto [de Paranaguá] ao lado deles”.

O desenvolvimento da malha ferroviária no Paraná, de acordo com Pessuti, proporcionará um diferencial definitivo ao quadro logístico do estado. “Custa dinheiro, custa. Mas em parceria com o Governo Federal e com investidores do mundo todo poderemos ter esse modal implantado de forma definitiva e dar sustentabilidade ao nosso comércio exterior”.

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