Paraná terá central de carnes nobres

Agronegócio

Paraná terá central de carnes nobres

Para tanto, além da organização de uma cooperativa central de carnes nobres, o setor está preocupado em buscar certificação
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Cerca de 30 produtores de carne de Londrina e 15 que integram a aliança mercadológica Quality, de Apucarana, participaram nessa segunda-feira (07-04) à tarde da assembléia da aprovação do estatuto e fundação da Cooperativa de Produtores de Carnes Nobres de Londrina. A assembléia ocorreu no encerramento do 4º Encontro de Alianças Mercadológicas, realizado no auditório Milton Alcover, no Parque Ney Braga, dentro da agenda técnica da ExpoLondrina 2008.


Em outras regiões do Paraná, os produtores já se organizaram em cooperativas semelhantes: Umuarama, Paranavaí, Cascavel e Pato Branco. Além de Londrina, estariam em formação mais uma cooperativa em Umuarama e outra em Guarapuava. "A intenção é agregar todas em uma cooperativa central, criando volume de produção suficiente para exportar, ganhando novos mercados e buscando melhores preços", explicou Carlos Costa Júnior, coordenador do grupo de coooperativas de carnes nobres do Paraná.

Para tanto, além da organização de uma cooperativa central de carnes nobres, o setor está preocupado em buscar certificação. "Seriam padrões de produção a serem seguidos por todas as cooperativas. Seriam auditados propriedades, abatedouros, salas de desossa e pontos de venda", explicou Costa Júnior.


Segundo ele, o governo do Estado colocou o Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar) a disposição para fazer essa certificação. Uma reunião marcada para junho em Pato Branco, com representantes do Tecpar e das cooperativas de carnes nobres irá discutir um manual de conformidade a ser obedecido pelo setor.

O coordenador estadual de cooperativismo do Instituto Emater, José Custódio Canto Guimarães Júnior orientou que as cooperativas interessadas em integrar a central realizem assembléia para ter a participação aprovada pelos cooperados e designar cinco delegados. Ele explicou que a central de cooperativas está praticamente constituída. Por lei, a central de cooperativas, depois de instituída, tem prazo de 180 dias para realizar a primeira transação sob pena de ter que rever todo o estatuto.


O diretor técnico da Emater, Ademir Rodrigues, lembrou da dificuldade de formar uma associação para viabilizar uma atividade que não é fácil com grande qualidade. "Esse grupo que está aqui é uma quebra de paradigma: conseguimos formar uma associação de produtores", declarou.

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