Agronegócio

Parcerias interinstitucionais buscam fortalecer redes, consórcios e adoção de tecnologia

A Embrapa Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás-GO) através da Transferência de Tecnologia busca criar soluções tecnológicas para a estruturação do setor produtivo.
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A Embrapa Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás-GO) através da Transferência de Tecnologia busca criar soluções tecnológicas para a estruturação do setor produtivo e viabilizar políticas públicas inclusivas voltadas à produção e geração de renda para os agricultores e o fortalecimento da cadeia produtiva do arroz e do feijão no Brasil.

Para tanto, a Empresa tem buscado distintas parcerias voltadas tanto ao segmento do agronegócio quanto à agricultura familiar e ações que podem resultar em inovação tecnológica, adoção de tecnologia e inserção social do produtor rural.

Atualmente, a área de negócios em transferência de tecnologia da Embrapa Arroz e Feijão conta com parcerias de empresas públicas e privadas que atuam com extensão, insumos, associações técnicas agrícolas, sindicatos rurais, universidades e instituições públicas estaduais, principalmente nos estados do Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Tocantins, Alagoas e Maranhão, além de ações junto à Rede de Fomento Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e de sementeiros de arroz e feijão no país.

Estas parcerias estão voltadas à validação de linhagens e desenvolvimento de mercado de cultivares BRS de arroz e de linhagens de feijão-comum, e ainda, ações na área de transferência de tecnologia nas culturas de arroz e de feijão nas distintas regiões brasileiras.

Na área de negócios a Embrapa não comercializa diretamente suas sementes e para que o produtor tenha acesso a elas a Empresa licencia, através de edital público, uma empresa que fica responsável por essa comercialização. É o caso da nova cultivar de arroz da Embrapa - BRS Catiana.

A Sementes Simão é a empresa licenciada que comercializará esta nova cultivar de arroz. Na safra 2016/16 a empresa distribuiu cinco toneladas de sementes BRS Catiana aos produtores do Tocantins, dos municípios de Lagoa da Confusão, Formoso do Araguaia e Dueré.

Atuando no mercado de sementes há mais de 20 anos com produção de sementes de arroz no Rio Grande do Sul e comercialização nas regiões Sul, Centro-Oeste, Nordeste e Norte esta parceria envolve, além da cultivar de arroz BRS Catiana e outras cultivares de arroz, como as cultivares BRS Sinuelo CL, BRS Pampa, BRS Querência, BRS Taim, BRS Chuí, BR IRGA 409 e BR IRGA 410.

Outras parcerias que são articuladas pela transferência de tecnologia da Embrapa Arroz e Feijão estão voltadas aos produtores familiares no Estado de Goiás que tem como base as ações do Movimento Pensar +1. O programa reúne atualmente 28 instituições entre organizações públicas, representantes da sociedade civil organizada, entre outras instituições. O objetivo é promover a gestão da informação e do conhecimento baseado na construção coletiva fazendo com que as instituições trabalhem se apoiando mutuamente, sempre buscando a articulação entre si e visando acelerar o desenvolvimento rural mais equilibrado e voltado às características geográficas e potencialidades daquela região.

Fazem parte, ainda, membros de órgãos federais, estaduais, bancos públicos, movimentos sociais, universidades, escolas famílias agrícolas, sistemas Sebrae e Senar, representações dos municípios, rádios comunitárias, entre outros,  como os territórios rurais (Rede) e as centrais de cooperativas.

Para Aguinel Fonseca, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), as instituições estão passando por grandes transformações na atualidade e muitas delas afetam significativamente a vida das pessoas: "É preciso entender que a gente vive numa realidade onde as pessoas e as instituições ficam muito no individualismo; e quando são estabelecidos estas parcerias entre empresas em favor da agricultura familiar esta relação fica mais equilibrada gerando benefícios tanto para as organizações quanto para os agricultores".

As parcerias públicas e privadas potencializam a transferência de tecnologia e criam condições mais favoráveis na geração de renda e economia local acelerando o processo de adoção de tecnologia. E esta interação entre os agentes públicos e privados de pesquisa, extensão e outros agentes, junto ao produtor rural, evidencia a estratégia em desenvolver e transferir tecnologias que envolvem a formação de redes, consórcios e inovações agropecuária em todo país.

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