Parcerias para a adoção de práticas sustentáveis na agropecuária
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Agronegócio

Parcerias para a adoção de práticas sustentáveis na agropecuária

Foi o que defendeu o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia, João Martins na abertura de Seminário em Salvador
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Foi o que defendeu o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia, João Martins na abertura do 3º Seminário de Capacitação de Agricultura de Baixo Carbono, em Salvador
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB) e vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins da Silva Júnior, defendeu nesta terça-feira (7/2) a realização de parcerias do setor agropecuário com bancos e entidades empresariais para difundir e incentivar a adoção de práticas de produção sustentável nas propriedades rurais com o objetivo de reduzir as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs). A manifestação foi feita durante a abertura do terceiro Seminário de Capacitação de Agricultura de Baixo Carbono, que acontece na sede da FAEB, em Salvador, com a presença de 70 pessoas, incluindo técnicos de assistência e extensão rural, representantes de federações de agricultura e pecuária e sindicatos rurais, agentes de bancos, engenheiros agrônomos e produtores rurais.

“Precisamos de um mutirão de todos, para evitar a degradação do meio ambiente e o setor agropecuário fará a sua parte. Com o Programa ABC, o produtor contribuirá com o compromisso brasileiro de redução de GEEs, além de quebrar paradigmas culturais, adaptando-se a um novo processo tecnológico”, enfatizou Martins, defendendo a participação de instituições como o Banco do Nordeste (BNB) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) neste processo. Na sua avaliação, o seminário é uma oportunidade para que o agropecuarista receba todas as orientações necessárias para aderir cada vez mais ao processo de produção sustentável com práticas que permitam aumentar a competitividade do Brasil no cenário internacional, diante da demanda mundial por produtos produzidos com boas práticas ambientais.

O evento é uma parceria da CNA com a Embaixada Britânica, com o objetivo de divulgar as linhas de financiamento existentes no âmbito do Programa ABC, criado em 2010 pelo governo federal para financiar tecnologias que busquem aliar a produção de alimentos à preservação ambiental. A iniciativa conta também com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e banco do Brasil. O seminário realizado na capital baiana é o terceiro de quatro encontros regionais para debater a importância da sustentabilidade na atividade rural e estimular a adoção de práticas que reduzam os prejuízos ao meio ambiente sem deixar de gerar renda para o produtor. Já foram realizados em Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG). Na próxima semana, o seminário de capacitação acontece em Porto Alegre (RS).

Palestras – O primeiro expositor do dia foi o coordenador de Manejo Sustentável de Sistemas Produtivos da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa, Elvison Ramos, que falou sobre as expectativas do governo federal em relação à agricultura de baixo carbono. Ele relatou as ações do governo federal para o Plano ABC que, além das linhas de financiamento do Programa ABC, que somam R$ 3,5 bilhões, contempla também uma série de etapas para implantar um novo processo tecnológico no setor agropecuário, a partir de práticas de produção sustentável. Estas etapas vão desde a capacitação de técnicos e produtores rurais até a criação de grupos gestores para a criação de projetos estaduais de agricultura de baixo carbono. Apesar de ser um processo longo, o representante do Mapa ressaltou que o produtor que se adaptar ao processo às ações de sustentabilidade terá ganhos, não apenas sociais, mas também econômicos.

Já o pesquisador Paulo Roberto Galerani, da Embrapa Cerrado, fez uma apresentação sobre as principais tecnologias utilizadas atualmente para contribuir com a redução da emissão de GEEs, apresentando números que comprovam as vantagens de se adotar essas iniciativas nas fazendas. Na integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), por exemplo, o plantio de 227 árvores de eucalipto por hectare pode neutralizar, em um ano e quatro meses, a emissão de gases emitidos por dois animais de 450 quilos cada um. Com 357 árvores/hectare, será possível impedir a emissão de gases de três animais. “Em um longo prazo, neste ritmo, dá para estimar ganhos bem maiores”, estimou o pesquisador. Ele abordou, ainda, outras formas de práticas sustentáveis em sua apresentação, como a recuperação de pastagens degradadas, o Sistema Plantio Direto (SPD), a Fixação Biológica de Nitrogênio e o tratamento de dejetos naturais.

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