Parmalat diz que lote de leite que teve venda suspensa já tinha sido retirado do mercado

Agronegócio

Parmalat diz que lote de leite que teve venda suspensa já tinha sido retirado do mercado

Segundo a assessoria de imprensa da Anvisa, os lotes foram interditados de forma cautelar e o laudo que irá embasar um processo sanitário só deve ficar pronto em dez dias
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Mariana Jungmann*

O presidente da Parmalat do Brasil, Marcus Elias, disse ontem (30-10) ao diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Raposo de Melo, que os lotes de leite da empresa que tiveram a venda suspensa já haviam sido retirados do mercado por estarem com a validade vencida.

Segundo a assessoria de imprensa da Anvisa, os lotes foram interditados de forma cautelar e o laudo que irá embasar um processo sanitário só deve ficar pronto em dez dias. Marcus Elias se encontrou à tarde com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes. Segundo o ministro, o presidente da Parmalat manifestou preocupação com a diminuição nas vendas do produto.

“Ele está preocupado porque se cria um pânico na população de que o leite não é bom, e a gente sabe que o leite é de boa qualidade”, disse o ministro. Stephanes disse que a partida de leite comprada pela Parmalat das cooperativas fraudadoras - Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Coopervale) e Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil) – não faziam parte do produto que estava contaminado, segundo informou o presidente da Parmalat.

Raposo de Melo e o ministro Stephanes também foram recebidos pelo presidente da República em exercício, Arlindo Chinaglia, para discutir o assunto. Segundo informações da assessoria de imprensa da Presidência da República, Chinaglia pediu aos dois que adotem todos os procedimentos necessários, inclusive legais, para garantir a qualidade do leite.

A Polícia Federal prendeu no dia 22, em Minas Gerais, 27 pessoas acusadas de adulterar o leite produzido pelas cooperativas das cidades de Uberaba e Passos. Os acusados supostamente usavam técnicas ilegais para aumentar a duração e rentabilidade do produto. A operação ficou conhecida como Ouro Branco.

* Colaborou Mylena Fiori

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