Parmalat quita sua dívida com funcionários
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Agronegócio

Parmalat quita sua dívida com funcionários

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Ontem a Parmalat pagou 80% da dívidas com os funcionários, ou R$ 3,2 milhões, das unidades de Itaperuna (RJ) e Nordeste. A empresa negou estar à venda, após ter sido veiculado pela imprensa que o grupo sueco Arla estar interessado em adquirir a unidade brasileira da Parmalat.

O presidente da Parmalat, Ricardo Gonçalves, reuniu-se ontem, em Goiânia, com o governador Marconi Perillo e com a procuradora chefe do Ministério Público de Goiás, Laura Maria Ferreira Bueno, numa operação com objetivos mais políticos do que práticos. Acompanhado dos consultores Alcides Tápias, ex-ministro de Desenvolvimento no governo FHC, e Antônio Hermann Azevedo, ambos da Aggrego Consultores, Gonçalves buscava o apoio do estado ao plano de recuperação do braço operacional do grupo italiano no Brasil.

Entre outros pontos, Gonçalves expôs a Perillo a necessidade de que seja desenvolvido um trabalho de convencimento do governo federal para a edição de uma medida provisória que, de certa forma, antecipe os efeitos da nova lei de falências e concordatas. Na visão de Gonçalves, a lei atual, ainda não reformada, não assegura às empresas em dificuldades condições adequadas para buscar sua recuperação.

"Estamos trabalhando para solucionar os problemas de caixa. Viemos esclarecer ao governador o que está acontecendo e discutir alternativas para reerguer a companhia no Brasil", disse Gonçalves. Ele reafirmou o interesse em manter a operação da Parmalat em Santa Helena (GO), hoje virtualmente paralisada por falta de fornecedores.

Há uma semana, a Tetra Pak, em acordo com a Parmalat, retirou da fábrica de Santa Helena um tanque asséptico, que sequer havia sido instalado, e uma centrífuga - equipamentos que serão transferidos a outros clientes.

Gonçalves acrescentou a Perillo e, mais tarde, à procuradora geral do estado que os problemas que o grupo atravessa no exterior não teriam relação com a empresa operacional da Parmalat no Brasil. Na sua visão, o mercado não soube compreender essa situação, o que pressupõe um certo açodamento do sistema financeiro, que virtualmente bloqueou o acesso da empresa a recursos para financiar seu capital de giro.

O cenário complicou-se com o corte no fornecimento de recursos da matriz à filial brasileira. Segundo o secretário de Agricultura de Goiás, José Mário Schreiner, que participou da audiência, a aguardada injeção de mais R$ 50 milhões que teriam sido solicitada à matriz não será feita.


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