Pecanicultura Gaúcha é tema de debate na Expointer
CME MILHO (DEZ/20) US$ 4,200 (0,72%)
| Dólar (compra) R$ 5,63 (0,59%)

Imagem: Pixabay

EVENTO

Pecanicultura Gaúcha é tema de debate na Expointer

Um panorama sobre a pecanicultura gaúcha foi apresentadodurante painel promovido pela Emater/RS-Ascar
Por:
177 acessos

Um panorama sobre a pecanicultura gaúcha foi apresentado nesta terça-feira (29) durante painel promovido pela Emater/RS-Ascar e pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr). A transmissão ocorreu pelo Canal Agro da Expointer Digital 2020. A finalidade foi divulgar a cadeia produtiva para consumidores, agricultores e possíveis investidores, demonstrando que as instituições e entidades envolvidas agem de modo integrado.

O evento teve apresentação e mediação da jornalista da Emater/RS-Ascar, Adriane Bertoglio Rodrigues; e contou com a presença do diretor das Câmaras Setoriais e Temáticas da Seapdr, Paulo Lipp; do extensionista rural do Escritório Regional de Porto Alegre da Emater/RS-Ascar, Luís Bohn; e, por meio de videoconferência, do presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura  (IBPecan), Carlos Eduardo Scheibe; do pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Carlos Roberto Martins; e do diretor técnico da Emater, Alencar Rugeri.

Rugeri deu as boas-vindas a todos e destacou que a organização da cadeia produtiva tem avançado nos últimos anos. “Hoje a cultura é desenvolvida em cerca de 200 municípios do Rio Grande do Sul”, comemorou.

O diretor das Câmaras Setoriais e Temáticas da Seapdr, Paulo Lipp, apresentou o Programa Estadual de Desenvolvimento da Pecanicultura (Pró-Pecã), que foi lançado em 2017, juntamente com a instalação da Câmara Setorial da Noz-Pecã. Uma de suas finalidades é criar uma rede de integração e cooperação entre órgãos públicos dos governos federal, estadual e municipal; produtores; e iniciativa privada; envolvidos com a pecanicultura.

De acordo com Lipp, a cultura cresceu na década de 1940 no Rio Grande do Sul no município de Anta Gorda e, na década de 1960, em Cachoeira do Sul. “Hoje, existem 1350 produtores, cultivando 6,5 mil hectares, em diferentes regiões do Estado. A estimativa é de que sejam produzidas cerca de duas mil toneladas da cultura este ano”, declarou.

Já os objetivos da Câmara Setorial da Noz-Pecã foram explicados pelo engenheiro agrônomo e extensionista rural do Escritório Regional de Porto Alegre da Emater/RS-Ascar, Luís Bohn. Conforme ele, o principal é promover o desenvolvimento de uma pecanicultura moderna, competitiva e sustentável, gerando emprego e renda no meio rural e incentivando as agroindústrias de beneficiamento e fornecedores de equipamentos dessa cadeia produtiva. “A cadeia produtiva pretende reforçar o consumo interno brasileiro e concorrer no externo através de exportações”, contou.

Bohn salientou também as propriedades nutritivas da noz-pecã. Segundo ele, a amêndoa do fruto é rica em diversos óleos e lipídeos, o que colabora para ter um colesterol saudável. “Ela é rica também em vitaminas B e E, em carotenos e em minerais como magnésio, zinco e selênio. É um fruto nutracêutico, que garante uma alimentação mais saudável”.

O presidente do IBPecan, Carlos Eduardo Scheibe, por sua vez, falou sobre a importância do associativismo, a exemplo de outros países produtores. “O que despertou a percepção da necessidade de uma entidade para reunir os interesses comuns da cadeia produtora”, esclareceu.

Segundo Scheibe, o Instituto foi criado há dois anos com o objetivo de orientar, promover  e estimular a produção, comercialização e distribuição da noz-pecã, através de eventos, cursos e parcerias com instituições públicas e privadas. “Nossas áreas de atuação hoje são: tributária, política, convênios com instituições de pesquisa, cursos, mercado, entre outras”.

Por fim, o pesquisador da Embrapa Clima Temperado, de Pelotas, Carlos Roberto Martins, comentou sobre alguns tópicos da nogueira-pecã. Conforme o engenheiro agrônomo, a cultura foi introduzida no Brasil em São Paulo no início do século XX, com imigrantes norte-americanos, chegando ao auge na década de 1970, quando os plantios foram realizados mais fortemente.

Martins abordou também os avanços em termos de pesquisa científica e tecnológica, como conhecimento da base genética das cultivares dos pomares de noz-pecã; zoneamento edafoclimático; identificação das principais pragas e doenças dos pomares; processo agropecuário de implantação de pomares.

 

Anúncios que podem lhe interessar


Atenção: Para comentar nesta página é necessário realizar o seu cadastro gratuíto ou entrar.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink