Pecém poderá concentrar importação de arroz no NE


Agronegócio

Pecém poderá concentrar importação de arroz no NE

Em virtude da quebra da safra da região Sul, a compra do cereal de outros países deverá ser a alternativa para o abastecimento interno
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O Terminal Portuário do Pecém está se preparando para iniciar uma nova operação comercial: a importação de arroz em grandes volumes. Em virtude da quebra da safra da região Sul, que abastece grande parte do Brasil, a compra do cereal de outros países deverá ser a alternativa para o abastecimento interno, e o porto cearense quer se credenciar para ser o centro concentrador desta carga para todo o Nordeste, se possível.


De acordo com o presidente da Cearáportos - empresa administradora do terminal portuário -, Erasmo Pitombeira, o Pecém já está se preparando para esta nova demanda, e tendo reuniões com operadores para discutir a questão. A ideia é importar arroz do Vietnã, a granel e "big bag" (em grandes sacos). "Nós estamos vendo que tipo de armação que essa operação vai ter, em termo de contêiner", aponta Pitombeira.

De acordo com ele, o porto já realizou operações com arroz, mas em pequenas quantidades. Para receber o produto em maiores volumes, deve ser organizado todo um novo esquema de logística, como a reserva de espaço na retroárea do complexo portuário. "O porto deve ter condições de receber e entregar o produto. E temos que discutir isso com os operadores, como, por exemplo, quanto tempo que eles deixam no depósito, ou se os compradores tiram logo o produto", explica.


O presidente afirma que, como o arroz vem com casca, sendo beneficiado aqui, a operação será com volumes muito altos, que vão impactar significativamente a movimentação total do porto. "O Porto do Pecém tem condições de brigar por carga, e vamos correr atrás de carga nova", afirma. Os volumes importados seriam destinados a todo o Estado e, dependendo das negociações, para o Nordeste.

Ampliação

Já licitadas, as obras da segunda fase de ampliação do Porto do Pecém, que estavam programadas pelo consórcio vencedor da licitação para iniciarem agora em janeiro, estão ainda à espera da ordem de serviço, a ser dada pelo governador Cid Gomes.

O serviço será tocado pelas construtoras cearenses Marquise e Queiroz Galvão e a paranaense Ivaí, no custo de R$ 568 milhões. O prazo para a execução é de 30 meses. A nova ampliação do porto dotará o equipamento das condições necessárias para receber os empreendimentos estruturantes a serem instalados no Ceará, em especial a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Inicialmente, será construída uma ponte de acesso ao quebra-mar existente, com 1.520 metros de extensão e 33 metros de largura.

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