Pecuaristas do PR vão cobrar prejuízos com aftosa na Justiça

Agronegócio

Pecuaristas do PR vão cobrar prejuízos com aftosa na Justiça

Os prejuízos causados pela confirmação de falsos focos serão cobrados da União
Por: -Fernanda Mazzini
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Os prejuízos causados aos pecuaristas pela confirmação de falsos focos de febre aftosa serão cobrados da União na Justiça Federal. A não incidência da doença foi confirmada por exames laboratorias e assinados por uma comissão de necropsia, formada por representantes da Secretaria Estadual de Agricultura (Seab), do Ministério da Agricultura (Mapa), do Panaftosa e dos pecuaristas. O laudo final da comissão, inclusive, será juntado à ação movida pelo pecuarista André Carioba, da Fazenda Cachoeira (localizada em São Sebastião da Amoreira), em tramitação na 3 Vara Federal de Londrina.

Já anunciaram que irão cobrar prejuízos José Moacir Turquino e Alexandre Turquino, da Fazenda Flor do Café (Bela Vista do Paraíso) e Clayton Lopes de Paula, veterinário da Fazenda Santa Izabel (Grandes Rios). "Há 40 anos me dedico a essa atividade e fui punido porque agi certo. Tenho toda a documentação, as GTAs (Guia de Trânsito Animal), fiz tudo certo e, no caso da Bonanza (fazenda localizada no Mato Grosso do Sul e apontada como elo da transmissão da doença no Paraná) tive que começar tudo do zero", comentou. A Bonanza, inclusive, só foi considerada foco da doença depois da vinculação epidemiológica entre os Estados.

Já o seu filho Alexandre Turquino complementou: "Tudo acaba em pizza neste País, mas esse caso vai ser diferente". O advogado dos pecuaristas Ricardo Rocha Pereira acrescentou que toda a classe produtiva não está satisfeita com a atuação do Mapa. "Os prejuízos enfrentados são imensuráveis. O preço da arroba, hoje, não cobre os custos e a indenização recebida pelo sacrifícios não representa o valor dos animais se os focos não tivessem sido confirmados. Além disso, a capacidade produtiva do Paraná também foi posta em xeque", afirmou.

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