Pequenos apostam na produção de leite no MT

Agronegócio

Pequenos apostam na produção de leite no MT

O grande gargalo no Estado é a assistência técnica
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De acordo com dados levantados pelo Programa da Cadeia Produtiva do Leite do MT Regional, a produção diária em Mato Grosso é de 2,3 milhões de litros. Sendo que um levantamento da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), aponta que 30% dos agricultores familiares exercem a pecuária leiteira como atividade econômica, com uma produção média diária de 70 litros de leite no período das chuvas e 40 litros na seca, e um plantel de 1,05 milhões de vacas de leite.


O estudo revela que Mato Grosso possui mais de 188 mil produtores rurais, sendo que 140 mil são familiares e 48 mil de médio e grande porte. E ainda, que a bovinocultura de leite é a principal atividade da agricultura familiar.

Existem no Estado 718 projetos de assentamento e 90 mil agricultores assentados e a maioria é oriundo de uma atividade que não é agrícola, exigindo maior assessoramento técnico. Nos últimos 4 anos, a bovinocultura de leite teve um incremento de 20%.

O coordenador do MT Regional e da Cadeia Produtiva do Leite, o médico veterinário Carlos Guilherme Dorileo Leite, diz que o grande gargalo no Estado é a assistência técnica. "A proposta é capacitar os técnicos para que eles possam ser multiplicadores e transferir a tecnologia aos produtores de leite". O conteúdo da capacitação visa o desenvolvimento de estratégias, metodologias e ações articuladas entre os parceiros envolvidos; capacitar de forma contínua os técnicos para implementação de novas tecnologias a serem aplicadas no campo e participação do processo de consolidação da política de desenvolvimento da cadeia no Estado.


A partir de 1º de julho produtores de leite de Mato Grosso terão de se readequar à Instrução Normativa 51/2002 do Ministério da Agricultura e Pecuária e Abastecimento (Mapa) que busca padrões de qualidade norte-americanos e europeus. O produtor que não se adequar pode ter o produto negado pelos laticínios e cooperativas. A normativa será válida também para as regiões Sul e Sudeste e demais estados do Centro-Oeste.

Conforme o Mapa, Norte e Nordeste terão mais um ano para se adequar. A Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf) realizou uma reunião com integrantes da cadeia produtiva do leite, no mês de março, com a participação do técnico do Centro Nacional de Gado de Leite da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Guilherme Nunes de Souza, para discutir a Instrução Normativa 51.

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