Perdas e tristeza no campo catarinense
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Agronegócio

Perdas e tristeza no campo catarinense

Só o rizicultor e avicultor Paulo Marini, perdeu mais de 13 mil aves e cerca de 2,2 mil sacas de arroz
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O forte vendaval deste domingo, aliado ao granizo, deixou prejuízos em Nova Veneza. Só o rizicultor e avicultor Paulo Marini, da comunidade de Rio Cedro Médio, perdeu mais de 13 mil aves e cerca de 2,2 mil sacas de arroz.

“Em aproximadamente 20 anos que trabalho no campo, esta foi a primeira vez que algo algo assim ocorreu. Na época do furacão Catarina, perdemos uns 20% do arroz. Agora, a perda foi praticamente total”, lamenta Marini. “O problema para o arroz foi o granizo. O gelo chegou a ficar a um palmo do chão. Olha isso, não sobrou grão nenhum”, afirmou, enquanto mostrava a plantação. Quinze hectares da propriedade de Marini foram atingidos.


Apesar da tristeza com que Marini encara o que ocorreu com o arroz, o prejuízo maior ficou por conta do desabamento de um aviário de 1,2 mil metros quadrados. “Tinha 15,9 mil aves. Só umas 2,2 mil sobreviveram. As outras morreram e agora serão usadas para fazer ração”, conta.


Sorte ao sair do aviário
“Felizmente, eu ainda tenho a vida. Saí do aviário meia hora antes de ele cair. Agora temos que recomeçar, eu e todo mundo”, pontua. Na tarde desta segunda-feira, o cunhado de Marini, Valmor Bortolin, também responsável pelas aves, estava no que restou do aviário trabalhando no recolhimento dos animais.


Ao total, Marini estima um prejuízo de R$ 260 mil. “Eu tenho seguro, então não vou ficar com dívida. Mas muitos agricultores, colegas nossos, vão ficar mais pobres. Os governantes tinham que dar mais apoio aos homens do campo. Deveria haver um seguro contra esses revezes, como acontece nos países desenvolvidos. É por isso que os jovens hoje não querem mais trabalhar com isso”, opina o trabalhador. “Somos nós quem colocamos a comida na mesa dos brasileiros e do mundo todo, porque 80% do frango brasileiro é exportado. Há até quem tem vergonha de dizer que é agricultor, porque não há a devida valorização deste trabalho”, avalia Marini.

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