Perdigão passa a Sadia no mercado interno

Agronegócio

Perdigão passa a Sadia no mercado interno

A Perdigão S.A. nem precisa comprar a Eleva (antiga Avipal/Elegê) para passar à frente da Sadia, sua principal concorrente
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A Perdigão S.A. nem precisa comprar a Eleva (antiga Avipal/Elegê) para passar à frente da Sadia, sua principal concorrente. Pelo menos não no mercado interno, uma vez que os números da empresa divulgados na sexta-feira mostram que as vendas em volume foram maiores que a rival tanto no acumulado do ano quanto no trimestre. E, para o próximo ano, a Perdigão acredita que o desempenho deverá ser ainda melhor, usando como estratégia a diversificação e a internacionalização.

No trimestre, as vendas internas somaram 289,7 mil toneladas - 42,5 mil a mais que a Sadia - e no ano, 838,3 mil toneladas (127,8 mil a mais). O lucro líquido aumentou mais de 300% no terceiro trimestre, somando R$ 90,2 milhões. A receita líquida chegou a 1,656 bilhão, acréscimo de 23,7%. O faturamento no ano atingiu R$ 5,5 bilhões, crescimento de 31,3%. "A diferença no mercado interno nunca foi muito grande entre as duas concorrentes, mas a estratégia da Perdigão está mais agressiva", diz José Vicente Ferraz, diretor da AgraFNP. Segundo ele, com plano de expansão forte e a concretização da compra da Eleva, no futuro pode desequilibrar a relação entre as duas empresas.

O vice-presidente financeiro da companhia, Wang Wei Chang, diz que crescimento este ano deverá superar as previsões mais otimistas. Segundo ele, a expectativa era crescer 10% e agora, pelo menos 17%. A diversificação foi perseguida pelo ingresso no setor de carne bovina, com a aquisição de um frigorífico, que em 2008 terá capacidade de abater 2 mil animais - hoje são 500 cabeças. Até 2011 a empresa espera abater diariamente 8 mil bovinos em unidades que serão adquiridas ou construídas. Também contribuíram para o bom desempenho da Perdigão o ingresso em lácteos - no ano passado - e no ramo de margarinas.

Mas o grande salto foi o mercado externo: aumento de 31% na receita - R$ 821,6 milhões no trimestre -, uma vez que as vantagens comparativas do Brasil como produtor de carnes, especialmente de frango, se acentuaram este ano com a disparada dos preços do grãos. Para Chang, fica cada mais oneroso produzir carnes em países que dependem da importações de matérias-primas para rações.

A possível nova aquisição da empresa - a Eleva - também divulgou o resultado do trimestre na sexta-feira. O faturamento bruto alcançou R$ 779,3 milhões, um crescimento de 38%. A margem EBITDA no período foi de 13,1%. No acumulado do ano o lucro líquido foi de R$ 91,1 milhões.

O maior incrementou ocorreu no segmento de lácteos: 45,7% no trimestre. A alta dos preços no mercado internacional permitiu a empresa retomar as exportações neste segmento, atingindo US$ 10,5 milhões no período. O segmento de frangos cresceu 5,5% no período, com aumento das exportações de 65,4% (em receita).


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