Perdigão reverte prejuízo e lucra R$ 38,2 milhões
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Agronegócio

Perdigão reverte prejuízo e lucra R$ 38,2 milhões

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Após um primeiro trimestre qualificado como "fraco", a Perdigão fechou o terceiro trimestre com lucro de R$ 38,2 milhões, revertendo prejuízo de R$ 24,5 milhões apurado em igual período do ano passado. "O terceiro trimestre foi bom e esperamos que os próximos três meses sejam igualmente promissores", diz o vice-presidente financeiro, Wang Wei Chang. No ano, o lucro é de R$ 51,5 milhões, frente a prejuízo de R$ 21,7 milhões verificado nos nove primeiros meses de 2002.

O bom desempenho foi garantido pelo aumento das exportações, tanto em volume como em receita, e à melhora do mix de vendas. A queda dos custos de produção e a redução das despesas operacionais contribuíram para o resultado.

O faturamento no período foi de R$ 1,13 bilhão, ou 33,8% maior que o apurado em igual período de 2002. No ano, o acumulado é de R$ 3,11 bilhões. "Provavelmente vamos fechar o ano com vendas brutas de R$ 4,4 bilhões, conforme o previsto no início do ano", afirma Chang.

As vendas externas totalizaram 136,4 mil toneladas, com uma receita de R$ 534,7 milhões. Em volumes, o crescimento foi de 28,7% na comparação com igual período de 2002 e, em receita, o incremento foi de 61,7%. Os preços médios na exportação de produtos elaborados e processados foram 24,8% maiores no terceiro trimestre.

Os principais mercados foram Oriente Médio, Japão e União Européia (UE). Os embarques para a UE cresceram porque os frigoríficos brasileiros anteciparam - para os meses de julho e agosto - as vendas de frango salgado para o continente. É que a partir de setembro a UE aumentou a tarifa de importação sobre o frango salgado, praticamente inviabilizando as exportações brasileiras do produto. As compras do Japão também ajudaram. "Graças a um problema sanitário na China, o Japão passou a comprar do Brasil. A vantagem é que os preços médios de compra praticados pelo Japão são mais altos", diz Chang.

No mercado interno, as vendas do trimestre foram de R$ 604,1 milhões, ou 16% maiores em comparação com 2002. "Os preços médios dos frigorificados sofreram reajuste de 35% no período, contribuindo para o resultado", diz.

Apesar do aumento da cotação do farelo de soja (importante componente da ração animal), os custos caíram com a retração do mercado interno de milho.

Chang está otimista para o quarto trimestre, quando historicamente as vendas aumentam com as festas de final de ano. Entre outubro e novembro, as vendas de elaborados e processados cresceu 1,6%. "Foi um desempenho tímido, porém surpreendente. Mostra que a economia está voltando a crescer".


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