Período exige monitoramento redobrado contra ferrugem
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Agronegócio

Período exige monitoramento redobrado contra ferrugem

A palavra de ordem continua sendo monitoramento
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A persistência das chuvas contribui diariamente com o aumento dos focos da ferrugem asiática nas lavouras de soja do estado. Além do clima favorável para o desenvolvimento da doença, as chuvas trazem consigo a dificuldade no tratamento e aplicação dos defensivos agrícolas necessários para reduzir os focos. Diante da situação, a Aprosoja mantém a orientação aos produtores quanto à necessidade do monitoramento e acompanhamento diário da plantação.


O gerente técnico da Aprosoja Mato Grosso, Nery Ribas, afirma que neste período é normal o aumento de registro de novos casos da doença. “Com a evolução da colheita, a cada dia, é natural o aparecimento de novos focos da ferrugem na soja. A palavra de ordem continua sendo monitoramento. Cabe ao produtor fazer um monitoramento efetivo, com acompanhamento diário da lavoura para evitar maiores prejuízos.”

Com o tempo fechado, úmido e chuvoso, Ribas destaca a dificuldade no combate da ferrugem. Com a persistência das chuvas, o produtor têm encontrado inúmeros empecilhos no que diz respeito ao tratamento da lavoura, é por isso que nesse período recomendamos o monitoramento presencial na lavoura e o acompanhamento virtual no mapa da dispersão, atualizado diariamente pelo Consórcio Antiferrugem, e disponível no site da Aprosoja no link:
http://www.consorcioantiferrugem.net/portal/

Alguns produtores rurais já estão preocupados com a possibilidade de redução da produtividade. Em Sorriso, o presidente do sindicato rural, Laércio Lenz, comentou que produtores que deram início a colheita da safra de soja vem comentando sobre redução na produtividade, em relação ao ano passado. A safra que começa a ser colhida na região é a chamada precoce, dado ao adiantado do plantio e as variedades de curto ciclo, para oportunizar uma segunda safra, geralmente plantada com milho. A ferrugem asiática apareceu nas lavouras da região com muita intensidade. “Essa diferença entre as lavouras, onde uma é precoce e outra com o ciclo normal têm proporcionado a disseminação da doença de uma lavoura para a outra e temos muito trabalho para o combate à este mal. Temos casos que precisaram de três ou até quatro aplicações de defensivos contra a ferrugem, imagine o custo disso no fechamento da contabilidade da safra, além da perda de produtividade”, declarou Laércio.

PROJETO ANTIFERRUGEM - Nesta safra, o Projeto Antiferrugem possui 11 mini-laboratórios instalados em cidades núcleos da Aprosoja. O intuito é monitorar da incidência da ferrugem da soja, auxiliando o produtor na identificação da doença. Participam do projeto os municípios de Querência, Canarana, Nova Xavantina, Gaúcha do Norte, Campo Verde, Jaciara, Rondonópolis, Alto Taquari, Tapurah, Vera e Campus de Júlio.


LEVANTAMENTO - Até o momento, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) ainda não divulgou dados referentes à perda de produtividade relacionada a incidência da ferrugem asiática na lavouras do estado. Segundo o Instituto, esses números só podem ser apurados mediante o avanço da colheita, que nesta safra ainda está em 2,7% da área plantada com soja no estado.

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