Período ideal para a correção do solo

Agronegócio

Período ideal para a correção do solo

Em grande parte do Centro-Sul do país, a época agora é de entressafra, o período ideal para o agricultor fazer a correção do solo
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Em grande parte do Centro-Sul do país, a época agora é de entressafra, o período ideal para o agricultor fazer a correção do solo. Veja o trabalho no triângulo mineiro.

As máquinas estão terminando a colheita do algodão numa propriedade de 175 hectares, do município de Uberlândia, no triângulo mineiro. Daniel teve uma redução de 20% na produtividade da lavoura porque deveria ter corrigido o solo no ano passado, e não corrigiu.

“Não pude corrigir pelas condições financeiras, pelo tempo também, quando foi sair os financiamentos já era tarde, então não tivemos condições de comprar e não iria dar tempo de fazer o efeito”, diz Daniel Lopes, agricultor.

A correção de solo não é uma regra anual. Segundo os produtores, ela pode ser feita de três em três anos. Como cada área é diferente da outra, tudo depende diretamente da análise do solo.

Cada teste de análise de solo custa em média R$ 30. Ele é necessário para verificar a quantidade exata de calcário que deve ser colocada. É uma despesa que deve ser encarada como investimento na produtividade da lavoura.

“Especialmente solos de áreas de vegetação de cerrado, eles além de serem solos naturalmente muito ácidos, eles também têm uma carência muito forte de cálcio, magnésio e que o calcário, assim como o silicato também pode de maneira muito eficiente, suprir como nutriente para as plantas”, explica Gaspar Korndorfer, agrônomo.

A aplicação do calcário tem que ser feita 90 dias antes do plantio, tempo para que ele reaja no solo. O preço da tonelada em Minas Gerais está hoje na mesma base do ano passado, em torno de R$ 32,50 centavos.

Numa fazenda, 1.600 hectares são preparados para receber soja e milho. Lucas faz plantio direto na palha, uma técnica que, segundo ele, permite um bom aproveitamento do calcário.

“Quando temos uma palhada boa, a temperatura é mais amena, ou seja, ela não oscila tanto entre o dia e a noite. Com isso, os insetos têm maior sobrevida no solo, elas fazem galerias, inclusive minhoca, onde a água é absorvida e ela leva consigo o calcário que foi jogado em cima da superfície, ou seja, com essa água e com esses insetos o calcário tende a descer no solo, o que é muito importante”, diz Lucas Aernoudts, agricultor.

O produtor tem algumas linhas oficiais de crédito para financiar as despesas com calcário. As duas principais são: para os médios e grandes produtores os juros são de 6,75% ao ano, com prazo de cinco anos para pagar.

Para os agricultores familiares, juros de 1 a 5% ao ano, e prazo de até oito anos, dependendo do montante a ser contrato.

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