Pesca predatória ficalizada em Alagoas
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Pesca predatória ficalizada em Alagoas

A Polícia Ambiental de Alagoas intensificou a fiscalização contra a pesca predatória nas lagoas Mundaú e Manguaba
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A Polícia Ambiental de Alagoas intensificou a fiscalização contra a pesca predatória nas lagoas Mundaú e Manguaba.

A fiscalização do batalhão ambiental e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente aborda quatro pescadores na lagoa Mandaú. Três deles não tinham Registro de Pesca, documento obrigatório para exercer a profissão.

“Não sou pescador. Eu sou tirador de coco. Então, eu estava na minha folga, convidaram-me e eu vim”, contou o trabalhador rural Paulo Roberto da Silva.

“O senhor infringe o artigo 21 da lei 9.605, a Lei de Crimes Ambientais. A multa chega a ser de R$ 500,00 a R$ 2 mil”, avisou Francisco Gouveia, fiscal da Secretaria do Meio Ambiente.

Com eles a polícia apreendeu a malha fina, uma rede de uso proibido. O equipamento está pronto para a pesca de arrastão, que também é ilegal.

Um grupo é apanhado praticando a chamada pesca de martelo. As varas são usadas para bater no fundo da lagoa. O barulho espanta os peixes para as redes.

A pesca com o martelo é uma das irregularidades comuns na lagoa Manguaba. Por mês o batalhão de Polícia Ambiental apreende pelo menos 80 apetrechos que prejudicam a reprodução dos peixes.

“O prejuízo é grande. Uma vez que simula o efeito de uma bomba embaixo da água, os peixes grandes se assustam e correm para a rede. E tem uma grande mortandade entre os menores alevinos”, esclareceu Anderson Barros, tenente da Polícia Ambiental.

Além de perder o equipamento, os homens são multados. Os fiscais também estão atentos para a preservação dos manguezais e um pescador é flagrado desmatando a vegetação da margem. A madeira seria usada em armadilhas para os peixes, conhecidas como caiçaras.

O pescador foi preso e vai responder por crime ambiental. Cerca de sete mil famílias vivem da pesca no complexo Mundaú-Manguaba, segundo a Polícia Ambiental de Alagoas.


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