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Peso desvaloriza na Argentina e derruba cotações da soja em Chicago

Impacto da desvalorização na Argentina


Foto: Pixabay

As cotações da soja, em Chicago, oscilaram bastante durante esta semana, na esteira  do relatório de oferta e demanda, divulgado pelo USDA no dia 08/12, o qual teve  indicativo baixista. Segundo a análise do Central Internacional de Analise Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), após idas e vindas, o bushel de soja acabou fechando a quinta-feira  (14) em US$ 13,14, contra US$ 13,11 uma semana antes. 

Por sua vez, o relatório, para o ano de 2023/24, manteve a produção estadunidense,  recém colhida, em 112,4 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais dos EUA,  para o ano em questão, permaneceram em 6,7 milhões de toneladas. Já a produção  mundial de soja sofreu leve redução, para 398,9 milhões de toneladas, enquanto os  estoques finais mundiais ficaram em 114,2 milhões. A produção brasileira foi projetada  em 161 milhões de toneladas, perdendo dois milhões em relação a novembro,  enquanto a produção da Argentina foi mantida em 48 milhões de toneladas. Já as  importações chinesas de soja foram aumentadas para 102 milhões de toneladas,  ganhando dois milhões de toneladas sobre novembro. Com isso, o preço médio do  bushel de soja, aos produtores estadunidenses, permaneceu na projeção de US$  12,90, contra US$ 14,20 no ano anterior. 

Dito isso, na semana encerrada em 7 de dezembro, os EUA embarcaram 984.410  toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Assim, o total já  embarcado no atual ano comercial atinge a 19,7 milhões de toneladas, ficando 16%  abaixo do exportado no mesmo período do ano anterior. 
Por outro lado, na Argentina, com a desvalorização de 118% no valor do peso oficial,  os produtos de exportação ficam mais competitivos. Assim, o farelo de soja, que junto  com o óleo, tem no país vizinho o maior exportador mundial, fica mais barato,  favorecendo as vendas externas. Isso derrubou as cotações do farelo em Chicago,  ajudando a puxar para baixo o valor do grão. Tal situação vai complicar em muito  também as indústrias moageiras brasileiras, que exportam óleo e farelo. 

Soma-se a isso as contínuas preocupações com o clima na América do Sul, o qual, nos  últimos dias melhorou para o desenvolvimento do plantio, porém, ainda está muito  indefinido. Uma nova onda de calor, com temperaturas ao redor de 40 graus durante  esta semana que finda, trouxe mais inquietudes ao mercado. 
 

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