Pesquisa eleva rentabilidade na lavoura de café
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Agronegócio

Pesquisa eleva rentabilidade na lavoura de café

A produtividade da cafeicultura brasileira dobrou em nove anos
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A produtividade da cafeicultura brasileira dobrou em nove anos devido ao maior investimento em pesquisa para aprimorar o processo de cultivo e melhorar a genética do grão. Os investimentos elevaram a produção média da cafeicultura de 10 sacas por hectare, em 1997, para 20 sacas. Nesse período, a área do parque cafeeiro caiu 13,3%, passando de 2,4 milhões de hectares para 2,08 milhões no mesmo período.

O gerente-geral da Embrapa Café, Gabriel Bartholo, informa que desde 1997 - quando foi criado o Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, que reúne 40 instituições de pesquisa - até o ano passado, o parque cafeeiro recebeu R$ 87 milhões em investimentos para serem aplicados nas áreas de pesquisa e tecnologia. Só neste ano, os recursos devem somar R$ 12 milhões, cifra de 60% maior que os R$ 7,56 milhões aplicados no ano passado. Com isso, serão quase R$ 100 milhões de investimento em 10 anos.

Segundo Bartholo, os investimentos para elevar a produtividade garantiram retorno de R$ 30,00 para cada R$ 1,00 investido no período. Para a produtividade continuar crescendo, disse que dependerá do uso mais eficaz da tecnologia por parte dos produtores. Para ele, dependendo do esforço no campo, a produtividade média do café poderá crescer até 10% em 2007. Diante disso, ele, acredita que a safra 2008/09 poderá crescer também 10% em relação à última com bianualidade alta ( 2006/07) de 42 milhões de sacas. Os investimentos também elevaram a qualidade do café brasileiro. "O Brasil caminha para ser o maior produtor mundial de café com qualidade’’, disse Bartholo.

O assessor técnico da Comissão Nacional do Café da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNC), Thiago Masson, diz que houve uma revolução no campo, com o aumento da produtividade da cafeicultura. "Estamos na vanguarda cientifica do café em relação a outros países produtores’’, enfatiza Masson.

Para ele, os investimentos em tecnologia e pesquisa representam novas técnicas de manejo integrado, controle fitossanitário, adensamento das lavouras (maior produção em menor espaço). A cafeicultura contou ainda com o avanço tecnológico no sistema de irrigação. Hoje o País já tem uma área de 200 mil hectares de café irrigado, o equivalente a 10% do parque cafeeiro.

A principal praga do setor hoje, diz Masson, apesar do cenário altista para os preços mediante a escassez de café no mercado internacional, é a depreciação do dólar ante o real, que reduz a receita do café exportado, além dos juros elevados. A Organização Internacional do Café (OIC) estima que o déficit de café no mundo será da ordem de 10 a 11 milhões de sacas neste ano.


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