FRUTAS CÍTRICAS

Pesquisa pode criar cítricos resistentes a HLB

O estudo é um passo importante para a compreensão do mecanismo molecular da doença
Por: -Leonardo Gottems
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Uma pesquisa desenvolvida na Universidade da Califórnia em Riverside (UCR), nos Estados Unidos, propõe a edição genética com CRISPR para desenvolver frutas cítricas resistentes ao huanglongbing (HLB). O HBL, também conhecido como Greening ou Amarelão Amarelão dos Citros, é a doença mais severa que atinge limões, tangerinas e laranjas e ainda não tem cura conhecida. 

A HLB está associada a bactéria Candidatus Liberibacter asiaticus (CLas), que é transmitida pelo inseto psilídeo cítrico asiático (ACP). De acordo com o líder da pesquisa,  Wenbo Ma, que é professor de patologia vegetal da Universidade da Califórnia, a doença foi responsável por devastar cultivos de citros na Ásia, América do Sul e no sul dos EUA. "As frutas cítricas, como todas as plantas, têm sistemas imunológicos complexos para prevenir uma infecção patogênica, então a questão é como o vírus evita essa imunidade para causar doenças?", comenta. 

O estudo, que foi publicado na revista Nature Communications, significa um passo importante para a compreensão do mecanismo molecular da doença. O pesquisador afirma que foi descoberto que as bactérias secretam uma proteína que é chamada de SDE1, que ajuda a infectar as plantas, atacando especificamente as proteases de cisteína do tipo papaína (PLCPs), que podem ser modificadas para resistir à infecção. "No projeto das árvores que estudamos, os níveis de proteína de alguns PLCPs aumentaram, presumivelmente tentando combater a infecção bacteriana", declara. 

Esse é um dos primeiros estudos que descreve as táticas moleculares utilizadas pelo CLas para infectar as plantas cítricas. Ma explica que a pesquisa usou o patógeno bacteriano em uma planta modelo que tem sistema idêntico ao das laranjeiras, que foi geneticamente modificado para produzir SDE1, já que não era possível cultiva-lo em laboratório. "Este estudo representa um passo importante para uma melhor compreensão do mecanismo da doença HLB, que vai nos ajudar a desenvolver novas abordagens para controlar esta doença incontrolável", conclui. 

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