Pesquisador da ESALQ-USP ganha bolsa para pesquisa com arroz tolerante à seca

Agronegócio

Pesquisador da ESALQ-USP ganha bolsa para pesquisa com arroz tolerante à seca

Brasileiro foi contemplado pelo Programa Beachell-Borlaug
Por: -Janice
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Brasileiro foi contemplado pelo Programa Beachell-Borlaug, que, desde 2009, incentiva pesquisadores em diversas partes do mundo

O brasileiro Filipe Luis Sávio foi um dos pesquisadores selecionados na terceira edição do Programa Beachell-Borlaug International Scholars, idealizado pela Monsanto em parceria com a agência Texas AgriLife Research, da Universidade do Texas A&M (EUA). O objetivo do programa é conceder bolsas de estudos para cientistas e estudantes universitários interessados em desenvolver novas tecnologias de produção de arroz e trigo.

Sávio é aluno do doutorado direto do programa de pós-graduação em Genética e Melhoramento de Plantas na ESALQ-USP (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, da Universidade de São Paulo). Com a bolsa, ele irá desenvolver parte de seu projeto para arroz “Mapeamento associativo e desenvolvimento de marcadores funcionais para tolerância ao estresse hídrico” na Universidade de Aberdeen, na Escócia, e na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. “Conseguir fazer duas partes do projeto no exterior é uma oportunidade rara. Minha pesquisa será mais robusta, com um diferencial”, afirma Sávio.

“Investir nas futuras gerações de melhoristas de arroz e trigo é essencial para o aumento da produtividade dessas culturas no longo prazo”, diz Ed Runge, diretor do programa e professor-doutor da Universidade do Texas A&M. “O arroz e o trigo fornecem uma parte significativa das calorias diárias ingeridas globalmente. O aumento da produtividade dessas culturas implica em melhorar as condições de vida de humanidade e levar adiante as visões dos doutores Hank Beachell e Norman Borlaug”, completa Runge.

Os pesquisadores Henry Beachell e Norman Borlaug, que dão nome ao programa, foram vencedores do World Food Prize e pioneiros nos trabalhos científicos de melhoramento genético das culturas de arroz e trigo.

“A agricultura tem alcance global”, afirma o vice-presidente da Monsanto, Ted Crosbie. “Por meio desse programa, estamos estimulando o desenvolvimento e a troca de idéias que podem começar na América do Sul e acabar ajudando a melhorar vidas em todo o mundo”, diz Crosbie.

O intercâmbio de experiências está previsto no regulamento do programa. Selecionados de países em desenvolvimento, como o Brasil, devem completar seus estudos em universidades localizadas na Austrália, Canadá, Estados Unidos e Europa Ocidental. Da mesma maneira, os pesquisadores selecionados desses locais que receberem o subsídio têm de conduzir pelo menos um período de trabalho em campo em um país em desenvolvimento.

“Fora do Brasil, há uma forte integração entre universidades e empresas. Essa não é uma oportunidade apenas para o pesquisador, mas para toda a ciência brasileira, pois ajuda a trazer conhecimento para o país”, afirma José Baldin Pinheiro, professor-doutor do Departamento de Genética da ESALQ-USP, orientador do projeto vencedor. “A seleção de um estudo brasileiro, mostra mais uma vez nossa liderança na pesquisa agrícola.”

Agricultura sustentável

A Monsanto financiará o programa, com custo total estimado em US$ 10 milhões, até 2013. A iniciativa faz parte do compromisso da Monsanto em colaborar para o aumento da produção mundial de alimentos, com maior preservação dos recursos naturais. Arroz e trigo foram escolhidos porque essas culturas vêm apresentando um aumento de sua produtividade menor que o crescimento de seu consumo por uma população cada vez maior no planeta. Estima-se que estas culturas são a base nutricional de 3 bilhões de pessoas, principalmente em países em desenvolvimento. O programa homenageia os feitos dos pesquisadores Henry Beachell e Norman Borlaug, que foram pioneiros no melhoramento genético de plantas e na pesquisa do arroz e do trigo, respectivamente.
As informações são da assessoria de imprensa da Monsanto.

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