Pesquisador do Iapar é homenageado por pesquisas com trigo
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Agronegócio

Pesquisador do Iapar é homenageado por pesquisas com trigo

Pioneiro no desenvolvimento do trigo, Riede disse considerar a homenagem é um reconhecimento pelo trabalho do Iapar com cereais de inverno
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O pesquisador Carlos Roberto Riede, funcionário do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), foi homenageado pelo importante trabalho desenvolvido em prol da triticultura no Estado. A homenagem foi prestada durante a 4.º Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale, realizada em Cascavel.

Pioneiro no desenvolvimento do trigo, Riede disse considerar a homenagem é um reconhecimento pelo trabalho do Iapar com cereais de inverno. “Fico muito orgulhoso e grato por ter sido lembrado”, afirma Riede, que é aposentado pelo instituto e desenvolve um projeto de consultoria em pesquisa e transferência de tecnologia em parceria com a Fundação Meridional.

Cálculos realizados entre 1975 e 2005 apontam, segundo Riede, um aumento na produtividade média no Paraná de 800 quilos por hectare para valores acima de 2,2 mil quilos por hectare. Também foram conseguidos avanços na qualidade tecnológica, obtidos pelos diversos programas de melhoramento.

“Ninguém faz melhoramento genético sozinho, pois se trata de desenvolvimento com atividades segmentadas em diversas etapas. Só uma equipe afinada pode realmente trabalhar todas com sucesso, e culminar numa uma nova cultivar que traga benefícios a toda a cadeia, desde a produção, industrialização até o consumo final”, falou.

Riede observou que a produção de trigo no Brasil sempre foi um desafio, ultrapassando quase sempre a barreira das novas tecnologias desenvolvidas e adotadas pelos produtores, entrando muito pelos meandros políticos e econômicos.

“Atualmente, o Brasil consome 10 milhões de toneladas por ano de trigo, mas produz apenas 5 milhões de toneladas. Não existe política efetiva. O trigo virou moeda de troca, principalmente no Mercosul”, salientou. Além do Paraná, outros três estados plantam cultivares desenvolvidas pelo Iapar — São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

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