Agronegócio

Pesquisadores do Fundecitrus visitam a citricultura do Rio Grande do Sul

Os pesquisadores do Fundecitrus estiveram no Rio Grande do Sul entre 20 a 23 junho para conhecer os pomares do estado
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Os pesquisadores do Fundecitrus Renato Bassanezi, Geraldo Silva Junior e Franklin Behlau estiveram no Rio Grande do Sul entre 20 a 23 junho para conhecer os pomares do estado e as medidas de controle adotadas para as principais doenças lá presentes. As visitas foram coordenadas pelo pesquisador Roberto Pedroso, da Embrapa Clima Temperado.

O grupo esteve em Pelotas visitando a Embrapa e pomares de pequenos produtores de laranja de umbigo. Na região da Campanha Gaúcha houve a oportunidade de conhecer os pomares de mexericas, tangerinas, tangelos, tangores e laranjas doces no município de Rosário do Sul, bem como o beneficiamento destas frutas para exportação ao Canadá e à Rússia. Os pesquisadores também estiveram no Vale do Caí, onde conheceram pomares de pequenos produtores de mexericas e laranjas de umbigo destinadas para o mercado de frutas frescas.

"Apesar de possuir uma citricultura modesta se comparada à de São Paulo, o Rio Grande do Sul se destaca pela diversidade de variedades cultivadas, tratos culturais adotados, incidência de doenças e nível tecnológico nas suas regiões citrícolas. Há no estado tanto grandes áreas para produção de frutas frescas para exportação quanto áreas tradicionais com pomares de pequeno porte, incluindo a produção orgânica, que atendem o mercado local com importância socioeconômica para o estado", diz o pesquisador Franklin Behlau.

As principais doenças nos pomares dos citricultores gaúchos são o cancro cítrico, a pinta preta e a podridão floral. O cancro cítrico está sendo manejado há alguns anos, principalmente com uso de quebra-ventos e aplicações de cobre. A pinta preta ocorrendo em maiores intensidades nas regiões do Vale do Caí, Noroeste e Alto Uruguai e a podridão floral tem causado reduções acentuadas na produção quando o florescimento coincide com períodos de chuvas frequentes e intensas. O HLB ainda não está presente no estado, mas vem preocupando autoridades e produtores nas diferentes regiões produtoras.

Em São Sebastião do Caí, os pesquisadores participaram de um workshop sobre controle de doenças de citros e apresentaram palestras sobre o manejo da pinta preta, do cancro cítrico e do HLB para mais de 130 pessoas entre produtores, estudantes, técnicos, pesquisadores, professores, agentes de defesa sanitária estadual e federal e políticos. Também foram discutidas as ações necessárias para prevenir a entrada do HLB no estado, uma vez que a doença poderá causar danos irreversíveis à citricultura gaúcha, composta basicamente por pequenos produtores e que possui grande número de plantas críticas em quintais e áreas urbanas.

Segundo Pedroso, a visita foi muito importante para a troca de informações entre profissionais dos dois estados. O pesquisador da Embrapa enalteceu a quantidade de informações das apresentações e a disponibilidade dos pesquisadores do Fundecitrus em tirar as dúvidas dos participantes e disposição para ajudá-los na otimização de seus sistemas de produção.

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