Pesquisadores e extensionistas levantam demandas e ações para a agricultura no DF

Agronegócio

Pesquisadores e extensionistas levantam demandas e ações para a agricultura no DF

45 pesquisadores e extensionistas rurais discutiram demandas tecnológicas e ações de pesquisa.
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Durante a 2ª edição da Reunião Técnica da Parceria Embrapa, Emater-DF e Produtor Rural, realizada no dia 27 de setembro na Embrapa Cerrados, 45 pesquisadores e extensionistas rurais discutiram demandas tecnológicas e ações de pesquisa e desenvolvimento e de transferência de tecnologia que possam ser realizadas em conjunto pelas instituições no Distrito Federal.

O encontro também teve como objetivo promover maior aproximação das equipes de forma a estimular trabalhos de cooperação técnica entre as duas instituições e o produtor rural, além de fortalecer a parceria entre esses atores para ações de pesquisa, desenvolvimento, transferência de tecnologia e inovação.

Na abertura do evento, o chefe-adjunto de P&D da Embrapa Cerrados, Marcelo Ayres, salientou a necessidade de definir muito bem os problemas e investir maior foco em ações transversais. "Queremos construir uma agenda mais estratégica. Nossa expectativa é que possamos evoluir nesse sentido para que as instituições avancem para atender à população do DF", afirmou.

Apresentações

Um dos coordenadores técnicos do evento pela Unidade, o pesquisador Fábio Faleiro apresentou e comentou resultados do questionário aplicado na edição anterior do encontro, realizada no dia 20 de setembro. No levantamento, os participantes apontaram as vantagens e as dificuldades da parceria entre Embrapa, Emater e o produtor rural, bem como ações que podem ser realizadas no âmbito da parceria.

A vantagem mais citada (16,7% das respostas) foi a possibilidade de transformar tecnologia em inovação no campo. A principal dificuldade elencada (16,9%) foi a comunicação precária e o distanciamento entre o parceiro e o produtor. Já os eventos de transferência de tecnologia, como reuniões, palestras, dias de campo, cursos e ações de benchmarking foram as ações mais citadas (42,2%) pelos respondentes.

O extensionista rural da Emater-DF, Antônio Carlos Mendes, falou sobre a atuação do órgão de extensão rural no DF e Entorno, destacando características do espaço rural da região, os principais problemas, produtos e demandas nas principais áreas de produção vegetal (grãos, fruticultura, hortaliças e floricultura) e animal (bovinocultura de corte e leite, avicultura industrial e caipira, suinocultura, piscicultura, ovinocultura e caprinocultura), bem como questões envolvendo os recursos naturais (uso racional da água e conservação do solo).

Também da Emater-DF, o extensionista rural Sérgio Orsi elencou uma série de especificidades do espaço rural no DF, como a multifuncionalidade, a diversidade de capital humano, a forte presença do Estado, a presença de centros de pesquisa e a grande abrangência dos serviços de assistência técnica e extensão rural, e os diferentes tipos de posse da terra. Ele salientou que para o desenvolvimento da agricultura no DF é necessário a integração dos atores envolvidos, a gestão de processos orientados ao alcance de resultados e o enfrentamento de novos desafios e provocações. Também destacou que é preciso desenvolver novos paradigmas que percebam melhor as perspectivas da cadeia produtiva, com a satisfação do produtor e o encantamento dos consumidores, que envolvam a multidimensionalidade na tomada de decisão e que sistematizem ações de curto, médio e longo prazo pela temporalidade racional.

Grupos

Após as apresentações, os participantes se dividiram em três grupos temáticos, conforme a atuação em produção animal, produção vegetal e recursos naturais. Cada grupo elencou os temas estratégicos a serem trabalhadas na respectiva área, bem como os principais problemas e demandas tecnológicas. Os participantes também iniciaram a discussão sobre as ações concretas que possam ser realizadas, ampliadas e fortalecidas por meio da parceria.

Fábio Faleiro espera que nas próximas edições do encontro as ações sejam trabalhadas dentro de cada problema. "Podemos observar que já existem tecnologias para resolver muitos dos problemas e demandas levantados. Precisamos aproximar as equipes para definir ações mais concretas", disse.

"A lista (de problemas e demandas) é extensa e precisamos estabelecer o que é prioritário, com ações que perpassam todos os grupos. A visão dos governantes tende a ser a do público urbano: de que a agricultura contribua com a manutenção dos recursos rurais e da paisagem agrícola e que evite a ocupação urbana da área agrícola. Se esses papéis forem cumpridos, seremos vitoriosos", completou Marcelo Ayres.


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